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5 de dezembro de 2021

Sudeste precisa de R$ 63,2 bi em obras de logística

O escoamento da produção agrícola, industrial e de minérios na região Sudeste do País exigirá investimentos públicos ou privados no valor de R$ 63,2 bilhões

O escoamento da produção agrícola, industrial e de minérios na região Sudeste do País exigirá investimentos públicos ou privados no valor de R$ 63,2 bilhões em melhorias de vias de transporte rodoviário, ferroviário e hidroviário até 2020, segundo estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Denominado Projeto Sudeste Competitivo, o trabalho foi elaborado em parceria com as federações industriais de São Paulo, Espírito Santos, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

O estudo sugere que deveriam ser executadas com urgência 86 obras, englobando rodovias, ferrovias, portos, estações de transbordo e dutos para transporte de minérios. O levantamento indica que os projetos propiciarão economia anual de R$ 8,9 bilhões, depois de implantados. Das 86 obras apontadas como emergenciais, apenas 16 estão em andamento. As outras estão em projeto ou em análise do poder público.

O estudo identifica oito rotas prioritárias. O documento cita, entre essas rotas, a BR-116  – que liga a Região Sul ao Nordeste. A BR-116 opera com o dobro de capacidade em múltiplos trechos da rodovia. O documento informa que outra rota prioritária – a BR-262 – no trecho entre Bela Vista  (MG) e Belo Horizonte, recebe 32% mais carga do que prevê sua capacidade. 

“Projetos de infraestrutura têm longo tempo de maturação. É preciso planejamento e governança para dotar nossa malha de transportes de condições condizente com o tamanho da economia brasileira”, disse, por meio de nota, Olavo Machado, presidente do Conselho de Infraestrutura da CNI.

De acordo com a CNI, o setor produtivo do País gasta R$ 108,4 bilhões, anualmente, com custos de transporte – incluindo fretes, pedágios, custos de transbordo, terminais, tarifas portuárias. Esse montante corresponde a 4,5% do Produto Interno Bruto (soma das riquezas produzidas pelos estados da região). Conforme o documento, se não forem realizados os investimentos previstos, os custos logísticos podem subir para R$ 162,8 bilhões, em 2020.

Fonte: Agência Brasil

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