Em uma decisão histórica, o Governo da Suécia anunciou a retomada da energia nuclear no país. Após três décadas de proibição para a construção de novas centrais, a coalizão dirigida pelo primeiro-ministro Fredrik Reinfeldt deu o sinal verde para o lançamento de novos projetos atômicos.
A medida marca uma mudança profunda na política energética sueca, que busca garantir a segurança do abastecimento e a estabilidade da rede elétrica.
Estratégia Híbrida: Nuclear e Renováveis
Além do foco nos reatores, o governo sueco planeja impulsionar simultaneamente o setor de energias renováveis. O destaque da nova estratégia é a energia eólica, que deve receber investimentos paralelos para reduzir a dependência de combustíveis fósseis e diversificar a matriz energética.
O Histórico do Setor no País
A Suécia havia decidido abandonar a energia nuclear por meio de um plebiscito realizado em 1979. No entanto, o processo de desativação foi lento:
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- Capacidade Atual: O país conta com 3 centrais e 10 reatores em operação.
- Geração: A energia nuclear é responsável por 50% da eletricidade consumida na Suécia.
- Desativações: Desde o plebiscito, apenas uma unidade havia sido efetivamente desligada.
Desafios e Segurança das Usinas
Apesar da nova fase de investimentos, a segurança continua sendo um tema central. Recentemente, foram registrados incidentes em unidades do país, incluindo um incêndio no teto do reator 2 da usina de Ringhals.
A modernização das centrais existentes e a construção de novas unidades com tecnologia de ponta são vistas como o caminho para mitigar riscos operacionais e garantir a eficiência do sistema.
| Matriz Energética Sueca | Dados Principais |
| Dependência Nuclear | 50% da energia total |
| Total de Reatores | 10 unidades |
| Novas Fontes | Foco em Energia Eólica |
| Status Político | Retomada autorizada |


