CEO da Aegea diz que foram investidos apenas 25% dos R$ 800 bi necessários para universalização

CEO da Aegea diz que foram investidos apenas 25% dos R$ 800 bi necessários para universalização

Compartilhe esse conteúdo

O valor necessário para se alcançar a universalização no País até 2033, de acordo com o Marco do Saneamento, chega a R$ 800 bilhões. Segundo Radamés Casseb, CEO da Aegea, há ainda um longo caminho a ser percorrido pelo setor para atingir até lá 99% de cobertura no País para abastecimento de água tratada e 90% para coleta e tratamento de esgoto.

“Desses R$ 800 bilhões, nós não estamos nem no meio da jornada. Todos os projetos até aqui feitos giram em torno de 25% desses R$ 800 bilhões”, disse o executivo durante o evento “Superciclo de investimentos em infraestrutura – avanços e desafios”, realizado na sede do BNDES, no Rio de Janeiro (RJ), nesta segunda (9).

Ele explica que o montante do investimento no saneamento envolve construção de estações de tratamento de água e esgoto, escavações para implantação de rede e conexões. Não estão incluídos no valor recomposição de infraestrutura existente e despesas de garantia de abastecimento atual de água.

Durante o evento, Casseb destacou que a Aegea responde pela metade dos investimentos já feitos para universalização, envolvendo 890 cidades e 39 milhões de pessoas.

Miguel Setas, CEO da Motiva, também participou do evento e disse que os potenciais projetos da empresa envolvem investimentos de R$ 180 bilhões, sendo R$ 120 bilhões em rodovias e R$ 60 bilhões nos negócios em trilhos. “Obviamente, não vamos ganhar todos (os projetos), mas com nossa taxa podemos chegar a um capex muito expressivo”, avaliou.

O executivo destacou a importância da aprovação no Congresso da modernização legislativa que tem foco no fortalecimento do ambiente regulatório para concessões e PPPs (parcerias público-privadas). O Projeto de Lei nº 7.063/2017 foi aprovado pela Câmara dos Deputados, mas ainda aguarda análise do Senado.

“É uma lei fundamental para trazer evolução regulatória, segurança jurídica para o setor, flexibilidade contratual e mecanismos de gestão de risco. Temos uma alta expectativa (sobre o Projeto de Lei)”, disse ele durante o encontro.

O executivo lamentou o fato de 14 contratos de concessão de infraestrutura estarem precisando de reequilíbrio aos olhos do novo marco do setor.


Compartilhe esse conteúdo