Abdib: Medidas reduzem custo de crédito e estimulam investimento

A Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) avaliou que as medidas anunciadas hoje (29) pelo governo devem estimular a produção e os investimentos ao reduzir o custo do crédito. “Além de manter a desoneração para setores ou produtos importantes, o governo diminuiu o custo de capital para novos investimentos de infraestrutura e indústrias de base”, informou nota divulgada pela entidade.

Para Paulo Godoy, presidente da Abdib, o governo federal procurou adequar as linhas de crédito de longo prazo ao novo patamar de juros básicos da economia. A redução da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) de 6,25% para 6,00% ao ano diminui o custo final ao investidor e, consequentemente, aos consumidores finais “São sugestões que temos discutido com as autoridades governamentais nas reuniões de acompanhamento da crise – o que mostra que a interação está sendo proveitosa”, disse o presidente da Abdib.

A Abdib também considerou positiva a exclusão da taxa adicional de juros para empréstimos do BNDES cujos recursos sejam oriundos de repasse complementar do Tesouro Nacional, que prevê até R$ 100 bilhões entre 2009 e 2010 para financiar operações de empréstimos. “A partir de agora, poderemos olhar com mais detalhes para as linhas de empréstimo-ponte e de capital de giro, ainda com custo financeiro elevado”, afirmou Godoy.

O setor de bens de capital ganha algum fôlego com desoneração para mais 70 itens e com redução de juros para que os consumidores de máquinas e equipamentos possam fazer novas encomendas. Mesmo diante dessas novas medidas, há espaço para outras no futuro próximo, disse Godoy.
“As medidas temporárias servem para ajudar a remover algumas distorções tributárias, principalmente as que oneram investimentos, mas também a produção”, disse Godoy. “A crise internacional criou essa agenda quer permite, mesmo que seja por ações pontuais, agir para desonerar investimentos”, finalizou o presidente da Abdib.

Para a Abdib, as medidas beneficiam principalmente setores com foco no mercado interno, pois a produção voltada para exportações ainda encontra um cenário muito instável e negativo.

Balança negativa – As exportações de bens de capital sob encomenda – máquinas e equipamentos pesados destinados a obras de infraestrutura e indústrias de base – caíram 43,3% de janeiro a maio de 2009, para US$ 1,133 bilhão, de acordo com dados divulgados hoje pela Abdib. No mesmo período, as importações cresceram 11%, para US$ 1,974 bilhão.
De janeiro a maio, a balança comercial da indústria de bens de capital ficou negativa em US$ 841,2 milhões, ante superávit de US$ 219,3 milhões no mesmo período do ano passado.

Fonte: Estadão

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