Implementado pela Axia Energia, o Projeto EletroBIM, que prevê a digitalização de aproximadamente 300 subestações da empresa até 2029, já chegou a mais de 50 ativos modelados. A iniciativa que foi premiada no 7º InovaInfra 2026, realizado pela revista O Empreiteiro em abril deste ano, é uma estratégia de implantação da metodologia GeoBIM para subestações, que integra GIS e BIM, e subsidia a criação de Gêmeos Digitais (Digital Twin) visando integrar engenharia, informação geoespacial e gestão de ativos em um único ambiente digital confiável. O objetivo da transformação digital das subestações é evitar custos com interrupções inesperadas ou planejar a manutenção de equipamentos.
“Nossa estratégia de implantação do GeoBIM foi feita em duas frentes complementares. Iniciamos no final de 2024, sendo escalonável por cinco anos. Nós temos uma meta de digitalizar todos os nossos empreendimentos, entre 2025 e 2029 incluindo 269 subestações. Até 2026 serão 85, 2027 e 2028 60 unidades em cada ano, respectivamente, e, a conclusão com mais 64 subestações em 2029”, contou Ana Cristina Marotti, especialista em Desenvolvimento de Projetos durante a palestra da Axia, apresentada no evento de premiação da revista.
Ao longo dos próximos cinco anos, o projeto tem um investimento corporativo de R$ 78 milhões. A tecnologia utilizada nos modelos é da Autodesk.
Desde 2024, um dos exemplos já realizados com o uso das tecnologias do EletroBIM é a digitalização da Subestação Chapecoense, em Chapecó (SC). Atualmente, a empresa já conta com mais de 5. 700. 000 m² de levantamento de campo e escaneamento terrestre e aéreo, fotogrametria e levantamentos GNSS.
“Com esse projeto, nós quebramos o paradigma na empresa pela transformação digital também no setor elétrico, e que não seguirá somente nas subestações, mas em outros ativos da companhia por outras fontes de energia”, concluiu Marotti.




