O Ministério dos Transportes retomará o calendário de leilões de rodovias em novembro, após a interrupção provocada pelo período eleitoral. O primeiro processo competitivo será realizado em 12 de novembro para a concessão da Via Brasil, responsável por cerca de mil km da BR-163 entre Sinop (MT) e Miritituba (PA).
O projeto prevê R$ 10,4 bilhões em investimentos no corredor utilizado para o escoamento de grãos do Centro-Oeste pelos portos do Arco Norte. A concessão é controlada pela Conasa desde 2021, quando o trecho foi licitado com contrato de dez anos e poucas obras de ampliação, diante da expectativa de implantação da Ferrogrão em traçado paralelo. Como a ferrovia não avançou, o aumento do tráfego passou a exigir maior capacidade da rodovia.
A atual concessionária poderá perder o contrato no novo processo competitivo. Segundo a Secretaria Nacional de Transporte Rodoviário, cinco grupos analisavam o ativo, embora o setor projete baixa concorrência no leilão.
Em dezembro, o governo prevê outras duas licitações. A Rota Agro Central será oferecida em 17 de dezembro, com R$ 6 bilhões em obras para 888 km entre Vilhena (RO) e Cuiabá (MT). No dia seguinte, será realizado o leilão da Rota 2 de Julho, que abrange 653,3 km das rodovias BR-116 e BR-324, na Bahia, e prevê R$ 15,7 bilhões em investimentos durante 30 anos.
A Rota 2 de Julho substituirá a atual concessão da ViaBahia, iniciada em 2009. O contrato será encerrado por meio de conciliação no Tribunal de Contas da União (TCU), com a abertura de uma nova licitação para definir a futura operadora do corredor.
Com a realização dos três leilões programados para novembro e dezembro, o governo prevê fechar o ano com mais de 2,5 mil km de rodovias e somando R$ 32,1 bilhões em investimentos. Após a conclusão dessas fases, a programação prosseguirá com as concessões previstas para o decorrer de 2027.





