Brasil e Paraguai assinam acordo para construção de ponte entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta

Encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Lugo (do Paraguai) discutiu, entre outras coisas, a construção de ponte que integre os municípios de Porto Murtinho e Carmelo Peralta. A reunião foi no sábado, 25, em Assunção, capital paraguaia.

Conforme divulgado pela Agência Brasil (oficial sobre noticias do governo Federal), estavam previstos debates sobre dezesseis acordos bilaterais, todavia, nem todos com solução imediata. Após o encontro, foi assinado acordo conjunto que prevê uma nova etapa na relação entre as nações.
Entre os assuntos que ficaram pendentes, ainda conforme a agencia de noticias, está a criação de uma comissão mista bilateral para impulsionar o projeto de integração sul-americana via Porto Murtinho.

Caso venha a ser finalizada, pode encurtar em cerca de 8 mil quilômetros a distância entre a América do Sul e a Ásia pelos portos chilenos de Iquique e Antofagasta.

Por enquanto, o que é certo mesmo, segundo o acordo, é a instrução das autoridades locais para começarem os estudos para construção de uma ponte internacional entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta (Paraguai).
Além desta e outras iniciativas, o presidente decidiu fixar uma alíquota máxima de 25% para os sacoleiros de forma a dinamizar o comércio de Ciudad del Este, de acordo com a Agência Brasil. A criação do RTU (Regime de Tributação Unificada) para a importação, por via terrestre, de mercadorias do Paraguai, foi aprovada pelo Congresso brasileiro em janeiro deste ano. A lei definiu que os impostos e contribuições federais cobrados pelo regime teriam alíquota entre 9,25% e 42,25% sobre o preço de compra das mercadorias, mas não fixou o percentual do tributo.

A Agência Brasil informa ainda que o único contrato efetivamente assinado durante a visita de Lula ao Paraguai foi entre empresas privadas. A Camargo Correa e a Votorantin decidiram investir US$ 100 milhões na construção de uma fábrica de cimento no país vizinho por meio da Yguazu Cementos, da qual são acionistas. O empreendimento representa 25% do total de investimentos brasileiros no Paraguai.

Fonte: Estadão

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