A concessão de rodovias estaduais no Vale do Taquari e norte do Rio Grande do Sul, o chamado Bloco 2, terá investimento de R$ 6 bilhões, com aporte de R$ 4,6 bilhões nos dez primeiros anos.
O Bloco 2 inclui as rodovias ERS-128, ERS-Rota 129, ERS-130, ERS-324, RSC-453 e ERS-135, perfazendo um total de 414,9 km de extensão.
A região foi a mais atingida pelas enchentes no Sul do país em 2023 e há orientação específica no Programa de Exploração da Rodovia (PER) para a questão. O leilão do bloco ocorre no dia 13 de março.
Pelo programa, serão 182 km de duplicações, 71,5 km de terceiras faixas e 63,4 km de via marginais.
Dentre as principais obras estão as construções dos contornos de Vila Maria, no norte do Estado, com 6,9 km, e o de Passo Fundo, com 2,4 km. Há também um prolongamento de 2,7 km a ser construído na ERS-129, no Vale do Taquari.
A concessionária que assumir o sistema rodoviário deverá ainda realizar adequação de todas as obras de arte especiais existentes nas estradas sob concessão.
As intervenções nas obras de arte especiais deverão atender à Classe I, permitindo acessos a elas com maior velocidade (até 100 km/hora) e elevado volume diário médio (VDM) de veículos.
No total, o sistema conta com 36 pontes, seis viadutos, quatro passagens superiores e uma passagem inferior.
REGIÃO POTENCIAL DE ENCHENTE
Um destaque do PER do Governo do Estado do Rio Grande do Sul para a concessão é que, nos estudos hidrológicos e projetos de drenagem e infraestrutura do sistema rodoviário, deverão ser observados os itens que constam da nota técnica “Critérios hidrológicos para adaptação a mudança climática: chuvas e cheias extremas na Região Sul do Brasil”, elabora pelo Instituto de Pesquisas Hidráulicas, da UFRGS.
Essencialmente, a nota propõe adaptações e maior gestão de riscos para aumentar a resiliência de estruturas.
O documento foi lançado em 2024 após as fortes enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul, principalmente o Vale do Taquari, região do sistema a ser concessionado.
Os rios da metade norte do Rio Grande do Sul são os que têm as maiores variações de nível da água em período curto de tempo. No rio Taquari e seus afluentes, por exemplo, há diversos registros de elevações do nível da água de mais de 10 metros em menos de 24 horas.
No PER, exige-se estudo sobre o regime hídrico dos cursos de água sob as pontes, avaliando a suficiência dos vãos existentes. Entre os relatórios periódicos a serem entregues ao poder concedente, um prevê apresentar a avaliação das condições de funcionamento das bacias hidrográficas, sempre que forem detectadas condições anormais de vazão, ou da ocorrência de altas precipitações pluviométricas em eventos adversos que influenciem os cursos d’agua cortados pelas rodovia





