A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) anunciou uma reestruturação em seu modelo de aportes para atingir as metas de universalização previstas no Marco Legal do Saneamento. Sob a gestão de Guilherme Duarte, a companhia planeja elevar o patamar de investimentos para R$ 2 bilhões anuais, buscando maior celeridade na entrega de obras.
1. Novas Modalidades de Contratação
Para ampliar sua capacidade operacional e reduzir a burocracia, a Copasa atualizou seu regulamento de contratações. As principais mudanças incluem:
- Contratos de Performance: Foco na remuneração baseada em resultados e eficiência operacional.
- Contratações Semi-Integradas: Modalidade em que o licitante propõe soluções completas para problemas complexos, integrando projeto e execução.
- Agilidade Licitatória: Simplificação de processos para garantir que o capital seja alocado de forma mais rápida no campo.
2. Metas de Investimento e Plano Plurianual
O planejamento financeiro da estatal mineira demonstra um salto agressivo na alocação de recursos:
- Investimento 2021 vs 2022: Aumento de 57% no período comparado, atingindo R$ 965,3 milhões até setembro.
- Meta de Curto Prazo: Fechamento de 2022 com R$ 1,165 bilhão investidos.
- Ciclo 2023-2026: Plano de investimentos aprovado de R$ 6 bilhões, visando a expansão da rede de água e tratamento de esgoto em todo o estado.
3. Desempenho Financeiro e Recuperação
Os resultados trimestrais da companhia mostram uma forte recuperação operacional após fatores extraordinários ocorridos em 2021 (como o PDVI e devoluções regulatórias):
- Lucro Líquido: Registrou R$ 227,2 milhões no 3º trimestre, uma recuperação expressiva frente aos R$ 16,4 milhões do ano anterior.
- EBITDA: Salto de 117,2%, alcançando R$ 515 milhões no trimestre.
- Eficiência Operacional: O aumento do Ebitda reflete a melhora nas margens e o controle de custos pós-reestruturação administrativa.
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