A Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb) recebeu a primeira versão de um estudo destinado a identificar as condições estruturais de pontes, viadutos e túneis da cidade de São Paulo. O levantamento deverá apontar quais estruturas precisam de reparos, diagnósticos mais aprofundados ou intervenções emergenciais.
Segundo a engenheira Denise Lopes de Souza, assessora técnica da pasta, a análise preliminar servirá de base para a elaboração de um plano de ação voltado às obras de arte especiais da capital paulista.
“Trata-se de uma análise preliminar, que vai subsidiar a elaboração de um plano de ação para toda a cidade. Com base nela, saberemos quais pontes, viadutos e túneis têm problemas estruturais, quais precisam de um diagnóstico mais completo e quais demandam obras de urgência”, explica.
Diagnóstico deve ajudar a definir prioridades de manutenção
O estudo busca organizar as necessidades de intervenção na infraestrutura urbana de São Paulo, permitindo que o poder público estabeleça prioridades com base nas condições de cada estrutura.
Pontes e viadutos são classificados tecnicamente como obras de arte especiais e exigem inspeções periódicas para identificar problemas que podem comprometer sua durabilidade, funcionalidade e segurança.
A análise das estruturas pode orientar desde serviços preventivos de conservação até projetos de reforço estrutural e obras emergenciais.
Obras emergenciais já consumiram R$ 23 milhões
Somente no ano analisado, a Prefeitura de São Paulo destinou R$ 23 milhões a obras emergenciais em pontes e viadutos.
Nos três anos e meio anteriores, contratos dessa natureza consumiram R$ 49 milhões. No mesmo período, os recursos destinados à manutenção e ao reforço das estruturas chegaram a R$ 5 milhões.
A diferença entre os valores evidencia o impacto financeiro das intervenções realizadas em caráter emergencial e reforça a importância de ampliar políticas de inspeção e manutenção preventiva.
Prefeitura busca fortalecer conservação de pontes e viadutos
A Siurb informou que conseguiu formalizar, no fim de 2011, uma ata de registro de preços para serviços de conservação e cadastrar empresas interessadas em atuar por diferentes regiões da cidade.
A expectativa era ampliar progressivamente os recursos destinados à prevenção, reduzindo a necessidade de intervenções emergenciais e permitindo maior planejamento das obras.
A manutenção preventiva pode desempenhar papel estratégico na gestão da infraestrutura urbana, especialmente em uma cidade com grande volume de pontes, viadutos, túneis e outras estruturas submetidas diariamente a tráfego intenso e diferentes condições ambientais.
Recuperação de obras de arte exige planejamento e tecnologia
Para Guilherme Ramos, então diretor da Brazil Road Expo, o cenário reforçava a necessidade de investimentos na recuperação de pontes e viadutos em São Paulo e em outras regiões do país.
“Temos que aproveitar o momento de retomada da infraestrutura nacional para melhorarmos as condições das pontes e viadutos de nossa cidade e do país”, afirmou.
Segundo o engenheiro, novas tecnologias e equipamentos voltados à construção, inspeção, manutenção e recuperação de obras de arte especiais poderiam contribuir para ampliar a eficiência das intervenções.
O diagnóstico das estruturas representa uma etapa importante para substituir uma atuação predominantemente emergencial por uma estratégia de manutenção planejada, capaz de identificar riscos, organizar investimentos e ampliar a vida útil da infraestrutura urbana.
Fonte: informações da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb) e declarações divulgadas à época da Brazil Road Expo.



