As plataformas do pré-sal no Brasil costumam usar sistema de autogeração de energia elétrica tendo o gás natural como insumo. A bordo das unidades em alto-mar existem pequenas usinas termelétricas de produção de energia para consumo próprio. Mas isso pode mudar.
O Consórcio Libra, formado pela Petrobras, Shell Brasil, TotalEnergies e as chinesas CNPC e CNOC, junto com o Centro de Pesquisa em energia Elétrica (Cepel) estudam a criação de uma rede de energia elétrica para atender plataformas de petróleo. O objetivo é diminuir as emissões de gases de efeito estufa. A informação é do jornal Valor Econômico.
A prática é inédita no País. O Consórcio Libra atua no Campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos, e a Petrobras é o operador do grupo. Está envolvido também no projeto a Pré-Sal Petróleo (PPSA), estatal que atua na gestão dos contratos de partilha de produção de petróleo e é vinculada ao Ministério de Minas e Energia.
O projeto tem o nome de Power Grid e vai avaliar a viabilidade técnica e operacional da
interligação de até cinco navios-plataforma por meio de um sistema elétrico submarino, nos moldes do sistema tradicional, incluindo subestação.
Segundo o jornal Valor, o estudo tem prazo de 2 anos e valor de R$ 20 milhões. A iniciativa foca na descarbonização. Na Noruega, a tecnologia já é utilizada e evita emissões de plataformas em mais de 80%. Lá, a energia chega nas unidades por meio de cabos marítimos ou parques eólicos flutuantes.
A retirada de pequenas usinas de energia das plataformas, com turbinas e geradores, proporcionaria também mais espaço para instações voltadas ao processamento e produção de petróleo nas unidades.



