Engenharia do Exército se destaca nas obras da BR-101 com tecnologia de ponta e menor custo

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A atuação da engenharia do Exército Brasileiro nas obras da BR-101 no Nordeste não fica atrás daquela desempenhada por grandes construtoras privadas que operam em outros lotes da rodovia, como Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Odebrecht.

Ao contrário, a estrutura empregada pelos militares chama atenção pelo alto nível tecnológico. A pavimentadora de concreto utilizada pelo Exército, importada da Alemanha ao custo de R$ 4,5 milhões, é considerada equipamento de ponta na construção rodoviária. No Brasil, o número de máquinas semelhantes em operação pela iniciativa privada não ultrapassa três unidades, o que reforça o diferencial técnico da força.

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Tecnologia militar desperta interesse do setor privado

A usina de asfalto utilizada pelo Exército nas obras da BR-101 já despertou o interesse de empreiteiras privadas, que chegaram a sondar sua utilização em projetos de grande porte, como a construção de novos trechos do Rodoanel de São Paulo.

Esse intercâmbio técnico evidencia o nível de excelência da engenharia militar, frequentemente comparável — e em alguns casos superior — ao adotado em grandes contratos privados de infraestrutura.

Formação técnica valorizada pelo mercado

O reconhecimento técnico também se reflete no mercado de trabalho. Engenheiros militares são constantemente assediados por construtoras privadas e, não raramente, deixam a carreira militar em busca de salários que podem ser até quatro vezes maiores.

“Não tem problema, não ficamos chateados. Faz parte da função social do Exército”, afirma o Jorge Ernesto Praxe, comandante do Grupamento de Engenharia de João Pessoa.

Obras até 15% mais econômicas

Além da capacidade técnica, a engenharia do Exército se destaca pelo custo competitivo. Segundo o José Cláudio Fróes de Moraes, diretor de Obras de Cooperação do Exército, as obras executadas pelos militares costumam sair entre 10% e 15% mais baratas do que aquelas realizadas pela iniciativa privada.

A atuação do Exército em obras civis é respaldada pelas Leis Complementares nº 97/1999 e nº 117/2004, que tratam da organização das Forças Armadas e permitem o emprego da engenharia militar em obras ordinárias de interesse nacional.

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“Uma das funções principais do Exército é adestrar-se, estar preparado para realizar, quando necessário, seu trabalho. Neste caso, é o mesmo trabalho de engenharia que faríamos em situação de guerra — a diferença é que agora fazemos isso sem tiros, o que facilita”, explica o general Fróes.

PAC amplia demanda e pressiona capacidade operacional

Com a ampliação das parcerias entre o governo federal e as Forças Armadas, especialmente no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a demanda por obras executadas pelo Exército aumentou significativamente.

“Estamos operando praticamente no limite da nossa capacidade operacional, mas fazemos o possível para atender a novas solicitações”, informa o general Fróes.

Mesmo diante dessa sobrecarga, a Diretoria de Obras de Cooperação (DOC) do Exército articula sua permanência como uma das opções preferenciais da União para a execução de grandes projetos de infraestrutura. Entre as novas frentes pleiteadas estão os projetos de continuidade da duplicação das rodovias do litoral nordestino, ampliando ainda mais o protagonismo da engenharia militar no desenvolvimento da malha rodoviária brasileira.


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