Esmeralda: lago pequeno minimiza impacto sócio-ambiental

Em funcionamento desde dezembro de 2006, a PCH Esmeralda está localizada no rio Bernardo José, no município de Barracão (RS), e tem capacidade instalada para geração de 22,2 MW de energia.

O projeto executivo, o desenvolvimento e a execução da obra são da Engevix. O empreendimento custou R$ 72 milhões, dos quais R$ 55 milhões foram financiados pelo BNDES, segundo informa o engenheiro da empresa e diretor do projeto, Rodolfo de Sousa Pinto. Ela faz parte do Programa de Financiamento à Infra-Estrutura (Proinfra), programa que incentiva as fontes alternativas de energia.

O grupo gerador é composto por duas turbinas do tipo Francis, de eixo horizontal, com capacidade de 11,1 MW cada uma. A barragem, de concreto compactado com rolo (CCR), é de baixa altura (10 m). A ela soma-se uma queda natural de 70 m, obtida por meio de um túnel de adução com 1.800 m de extensão, escavado em rocha basáltica, totalizando 80 m.

“Como o solo da região é de boa qualidade, não houve problemas para a implantação da obra, no que diz respeito às fundações. A calha ficou bem encaixada e com mais de 20 m de profundidade”, explica o engenheiro.

O lago, de acordo ele, “é extremamente pequeno”. Com área de 0,14 km2, ele precisou de apenas seis horas para sua formação, a partir do fechamento. Comparativamente, o diretor da obra informa que uma PCH pode ter lagos de até 3 km2.

Esmeralda é uma usina do tipo fio de água, cuja energia é gerada com o próprio fluxo do rio, não dependendo ou precisando de grande acúmulo de água. Nos períodos de cheia, o excesso é retido por um vertedouro de soleira livre.

A construção dessa obra respeitou todos os programas ambientais, definidos na licença de instalação. “Como o lago é muito pequeno, o impacto sócio-ambiental foi mínimo e, praticamente, não foram necessárias desapropriações. Apenas foram compradas algumas áreas que seriam inundadas, não havendo necessidade de deslocamento de pessoas”, destaca Rodolfo.

A usina é ligada à Usina de São Bernardo, que fica no mesmo rio, por meio de uma linha de transmissão de 7 km de extensão. A partir daí, outra linha de 47 km interliga as duas usinas à subestação da Rio Grande Energia, do Rio Grande do Sul (RGE).
Fonte: Estadão

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