Impulsionada pelo aumento no fluxo de passageiros e pelo cenário de concessões, a Eterc Engenharia utilizou estacas helicoidais na ampliação do Aeroporto Internacional de Belém, no Pará. Essa solução permitiu fundações em solos complexos e ambientes confinados, garantindo a continuidade das operações aeroportuárias e dos voos durante as obras.
As estacas helicoidais são fundações metálicas, instaladas por rotação e torque. Como não utilizam concreto e não geram resíduos, essa aplicação em espaços restritos permite a execução de construções onde a interrupção de atividades existentes seria inviável. Deste modo, garante estabilidade e menos intervenções.
“Por se tratar de um espaço confinado e um aeroporto em operação, se fez necessário o uso dessa tecnologia de modo que você pudesse fazer a execução da obra, causando o mínimo de impacto na operação do aeroporto”, afirmou Gilberto Gamero, diretor de Engenharia da Eterc, em entrevista à revista O Empreiteiro, durante a premiação do 7º InovaInfra, realizado em abril deste ano.
Para o projeto, a companhia também contou com a utilização da tecnologia BubbleDeck que posiciona esferas plásticas ocas entre telas metálicas para ocupar o lugar do concreto no núcleo da laje, onde o esforço estrutural é menor.
Além do projeto em Belém, a companhia conta com uma obra em Luziânia, Goiás, que é o resort Wyndham Corumbá Lake Resort, com previsão de conclusão para 2028; obras na rodovia BR-116, no trecho entre Canoas e Novo Hamburgo, no estado do Rio Grande do Sul, com previsão de entrega para 2027; e, também, a construção de terminais nos aeroportos de Sorriso, em Mato Grosso, e Barreiras, na Bahia.
Segundo o diretor, a empresa projeta a expansão de seu portfólio para o setor de mineração, planejando consolidar sua atuação internacional, onde mantém negociações avançadas para levar suas soluções de engenharia como, por exemplo, para o Panamá e Colômbia.




