Fábio Bruno Construções: implosão tornou-se engenharia

O Consórcio Porto Rio contratou a empresa Fábio Bruno para implodir o viaduto da Perimetral, região central do Rio de Janeiro (RJ), numa extensão de 1.800 m.

Utilizando o software de simulação de implosão desenvolvido em conjunto com a empresa Norte Americana ASI (Applied Science International), foi realizado um intenso estudo para que se viabilizasse a implosão da extensa estrutura.

Com tecnologia, a implosão deixou de ser um tipo de serviço que dependia apenas de “feeling” e conhecimento estrutural, e passou a ser serviço de engenharia, pois além dos cálculos de plano de fogo (detonação), análise das modelagens são obtidas e uma melhor avaliação da implosão pode ser feita.

Pelo projeto, havia garantia contratual mínima de que 85% das vigas metálicas permaneceriam intactas após a implosão, além de proteção de diversos prédios tombados pelo IPHAN, estruturas antigas ao longo de toda a extensão do viaduto e de dutos subterrâneos de energia elétrica, água e esgoto existentes.

Para se garantir o melhor resultado, foram realizadas 34 simulações, com opções técnicas diversas, num prazo total de oito meses.

As análises dinâmicas feitas não foram apenas sobre a queda provocada pelo peso da estrutura, mas também estimar o nível de vibração a ser encontrado, o efeito da queda nas estruturas próximas e a utilização de explosivos para os cortes dos pilares.

Para a detonação, diversas medidas de segurança foram tomadas: considerou-se 15 mm/s como velocidade máxima de partícula, envelopamento dos pilares com tela metálica e manta geotêxtil para evitar o ultralançamento, isolamento da área num raio de 100m com a evacuação das pessoas realizada pela defesa civil, apoio de mais de 500 pessoas para auxiliar no fechamento de trânsito e acompanhamento por câmeras do desenrolar da operação.

O resultado foi conforme o programado, tendo mais de 95% das vigas sem qualquer empeno e nenhum dano às estruturas remanescentes.

Após a implosão foi feita a reciclagem de 100% do material demolido. A implosão foi realizada em novembro de 2013.

Autores: Giordano Bruno e Fábio Bruno, sócios fundadores

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