Projeto anunciado para Palmares previa produção de equipamentos fotovoltaicos e investimento estimado em R$ 150 milhões em um período de expansão da energia solar no Brasil.
A multinacional Prisma System BV anunciou planos para instalar uma fábrica de painéis fotovoltaicos em Palmares, Pernambuco, com investimento estimado, à época, em aproximadamente R$ 150 milhões.
O projeto surgiu em um momento em que o mercado brasileiro de energia solar começava a ganhar escala, impulsionado pela contratação de novos empreendimentos de geração fotovoltaica.
Naquele período, a expectativa era de que um convênio para implantação da unidade pudesse ser firmado com o Governo de Pernambuco em março, permitindo o início das operações ainda no mesmo ano.
A fábrica, entretanto, encontrava-se em fase de planejamento quando o investimento foi divulgado.
Fábrica de painéis solares seria instalada em Palmares
A escolha de Palmares colocaria a Zona da Mata pernambucana no mapa da nascente cadeia brasileira de equipamentos para geração solar fotovoltaica.
Com investimento estimado em R$ 150 milhões, o projeto tinha como objetivo instalar capacidade industrial em um mercado que apresentava perspectivas de expansão, mas ainda contava com uma cadeia tecnológica limitada no Brasil.
A implantação dependia da formalização de um acordo entre a Prisma System e o Governo de Pernambuco.
Prisma System atuava em diferentes etapas dos projetos solares
Com sede na Holanda, a Prisma System BV informava possuir mais de 20 anos de experiência no segmento de energia solar.
A atuação da companhia abrangia diferentes etapas dos empreendimentos, desde o desenvolvimento e projeto até a construção e operação de sistemas de geração.
A intenção de instalar uma unidade industrial em Pernambuco representava uma tentativa de ampliar essa presença para a fabricação local de equipamentos fotovoltaicos.
Energia solar começava a ganhar escala no Brasil
O anúncio da fábrica ocorreu durante uma fase importante da expansão da energia solar fotovoltaica no mercado brasileiro.
Segundo os dados divulgados naquele período, três leilões de energia de reserva realizados com participação da fonte solar haviam resultado na contratação de 3.206,9 MWp de potência, distribuídos entre 94 empreendimentos fotovoltaicos.
Os projetos representavam aproximadamente R$ 12,9 bilhões em investimentos, com entregas previstas a partir de 2017.
O volume contratado indicava uma mudança de escala para uma fonte que, até então, possuía participação limitada na matriz elétrica brasileira.
Expansão da geração criava demanda por uma cadeia fotovoltaica nacional
O crescimento dos projetos solares também abria uma discussão sobre a localização da cadeia produtiva.
À medida que novos parques fotovoltaicos eram contratados, aumentava a demanda por módulos solares, estruturas, inversores, equipamentos elétricos, serviços de engenharia, construção e manutenção.
Nesse contexto, projetos industriais como o anunciado pela Prisma System buscavam aproveitar a expansão da geração para desenvolver também a fabricação de equipamentos no país.
A eventual implantação da fábrica em Palmares poderia, portanto, inserir Pernambuco não apenas como consumidor ou produtor de energia renovável, mas como participante da cadeia industrial associada à geração fotovoltaica.
Projeto refletia o início da expansão solar brasileira
O anúncio do investimento de R$ 150 milhões ajuda a registrar um período de transformação do setor elétrico brasileiro.
A energia solar ainda dava seus primeiros passos em grande escala no país, enquanto empresas avaliavam oportunidades industriais relacionadas à expansão dos parques fotovoltaicos.
No caso da Prisma System, a fábrica de Palmares permanecia como um projeto anunciado e condicionado à formalização do acordo com o Governo de Pernambuco no momento em que essas informações foram divulgadas.
Por isso, o investimento previsto não deve ser interpretado como confirmação de que a unidade tenha sido efetivamente construída ou entrado em operação.



