Após a divulgação do balanço de 2025, a Hidrovias do Brasil detalhou seu plano de investimentos para o ciclo de 2026. Com um aporte total de R$ 270 milhões, a companhia busca equilibrar a expansão de sua capacidade de transbordo com a manutenção rigorosa de seus ativos de navegação e terminais portuários.
Expansão e o Projeto Tombador Flutuante
Cerca de 29% dos recursos (R$ 79 milhões) serão destinados a projetos de expansão. O destaque absoluto é a conclusão do Tombador Flutuante na Estação de Transbordo de Cargas (ETC) de Miritituba (PA).
- Impacto Operacional: Adição de 1,5 milhão de toneladas de capacidade ao Corredor Norte.
- Tecnologia Logística: O tombador flutuante permite o descarregamento direto de caminhões para as barcaças sobre o rio, eliminando etapas de armazenagem fixa e agilizando o ciclo logístico.
- Foco em Commodities: A infraestrutura é vital para o escoamento de grãos provenientes do Mato Grosso, consolidando a rota do Rio Tapajós.
Manutenção e Eficiência Tecnológica
A maior fatia do plano, correspondente a R$ 191 milhões (71%), será direcionada para a sustentabilidade da operação atual:
- Ativos de Navegação: Manutenção preventiva e corretiva da frota de barcaças e empurradores.
- Infraestrutura Portuária: Investimentos no Terminal de Uso Privado (TUP) em Barcarena (PA) e na ETC Miritituba.
- Tecnologia e Segurança: Implementação de sistemas de monitoramento e gestão que visam elevar a produtividade e garantir a segurança das operações fluviais.
Relevância Estratégica do Corredor Norte
A Hidrovias do Brasil reafirma sua posição como player dominante no escoamento de grãos e fertilizantes pelo Arco Norte. A integração entre o transporte rodoviário (BR-163) e a hidrovia (Tapajós-Amazonas) reduz custos logísticos e a pegada de carbono por tonelada transportada, tornando a soja e o milho brasileiros mais competitivos no mercado global.




