Mercado de condomínios logísticos cresce mais de 400% no Rio e se consolida em São Paulo

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O mercado de condomínios industriais e logísticos já está consolidado no São Paulo e segue a mesma trajetória de crescimento no Rio de Janeiro. Em São Paulo, a área total desses empreendimentos passou de 2,9 milhões de m², em 2005, para 9,4 milhões de m², o que representa uma expansão de quase 225% em dez anos.

No mesmo período, o Rio de Janeiro apresentou crescimento ainda mais acelerado, saltando de 300 mil m² para 1,6 milhão de m², um avanço superior a 430%.

A análise é de Fernando Terra, diretor da CBRE Brasil, que participou do TRX Day, evento realizado em maio, em São Paulo, reunindo representantes e investidores do setor.

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Localização e infraestrutura lideram decisões de investimento

Segundo Terra, os principais pilares de decisão para investimentos em condomínios industriais e logísticos no Brasil são localização, acesso, especificações técnicas e infraestrutura. Ele destaca que os galpões vêm passando por um processo de padronização cada vez maior, especialmente no que diz respeito ao pé-direito, que atualmente supera 10,5 metros.

“Na prática, o padrão tem sido de 12 metros de altura”, afirma o executivo.

Outro fator valorizado pelo mercado é a configuração estrutural dos galpões. De acordo com o diretor da CBRE Brasil, os empreendimentos mais competitivos são aqueles com vãos livres entre pilares de 20 metros, além de sistemas modernos de combate a incêndio e uma relação eficiente entre docas e área de armazenagem, geralmente de até 800 m² por doca.


Sudeste concentra a maior parte dos galpões logísticos do País

De acordo com levantamento apresentado por Terra, a Região Sudeste concentra aproximadamente 110 milhões de m² de galpões e centros de distribuição, sendo 70 milhões de m² somente no Estado de São Paulo.

Em termos de localização, a proximidade com os grandes centros consumidores segue como fator determinante. Em São Paulo, mais da metade da demanda do mercado busca empreendimentos localizados a até 30 km da capital, reforçando a importância da logística de última milha e do acesso rápido aos principais eixos rodoviários.


Obsolescência impulsiona modernização do setor

Na avaliação de José Alves, vice-presidente do Grupo TRX, grande parte das operações logísticas no Brasil ainda apresenta características obsoletas, o que cria espaço para a expansão de plataformas modernas, seguras e de alta qualidade.

“Concentrado principalmente no Sudeste, especialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, esse mercado ainda tem muito a se desenvolver no País”, ressalta Alves.

Segundo ele, além da retomada gradual da economia, a evolução do setor será impulsionada pela mudança de comportamento das empresas usuárias, que passam a demandar instalações mais eficientes, padronizadas e alinhadas às exigências atuais da cadeia logística.


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