A Sabesp reconheceu nesta terça-feira (12) como causadora do incidente ocorrido no bairro do Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo, que deixou uma pessoa morta e três feridas. Até o momento, quatro imóveis atingidos na segunda-feira (11), com a explosão ocorrida durante obra de remanejamento de tubulação de água que danificou uma rede de gás da Comgás, continuam interditados.
A Defesa Civil liberou para que a pessoas retornassem para 48 imóveis no local do incidente. Eles estavam com suspeita de avarias estruturais após a explosão.
A empresa de saneamento informou ainda que 194 famílias afetadas com a explosão foram cadastradas, até o momento, para receber valor emergencial de R$ 5 mil – inicialmente, o proposto foi de R$ 2 mil, mas depois de reclamações de moradores houve um aumento desse valor. Segundo ainda a Sabesp (em nota conjunta com a Comgás), os moradores impactados estão recebendo assistência médica e psicológica e sendo levados para hotéis.
Ainda não se sabe o motivo exato da explosão da rede subterrânea de gás em uma comunidade chamada Senhora das Virtudes, localizada em uma área próxima à rua Dr. Benedito de Moraes Leme e à rua Piraúba, atrás do Condomínio Morada do Parque, no Jaguaré.
O Instituto de Criminalística, com apoio técnico do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e das concessionárias Sabesp e Comgás investigam o ocorrido. O Governo do Estado de São Paulo disse que a Sabesp e a Comgás poderão rever procedimentos de segurança. De acordo com o Executivo Estadual, o avanço das obras de saneamento no estado ampliou o volume de intervenções simultâneas, mas os protocolos de segurança precisam acompanhar o ritmo para evitar novos acidentes.
Segundo relatos, no momento do impacto da explosão pessoas foram arremessadas e houve quebra de vidros de prédios próximos. Fontes dos setores de engenharia indicam possível falha no mapeamento das redes subterrâneas, que poderia ser feito com georadar antes do início efetivo das obras—providência que o projeto executivo deveria exigir.





