O Índice de desenvolvimento humano do Brasil

É. O Brasil não está bem na foto. Continua lanterna. Não conseguiu melhorar satisfatoriamente o seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Refiro-me à situação em que ele ficou ao longo de 2012. Sequer atingiu a média dos países da América Latina. Isso é ruim, sobretudo, depois de tanta transferência de renda da classe média para os mais infelizes.

E houve tantos programas que poderiam ter melhorado esse índice. Bolsa isso, bolsa aquilo, sem falar no Brasil Carinhoso. Imagino que eles tenham atingido as três dimensões previstas nas avaliações para a composição do chamado IDH brasileiro: a possibilidade de uma vida mais longa e saudável; o acesso à educação e a manutenção, enfim, de um “padrão decente de vida”.

O ministro Mercadante ficou aborrecido. Disse que há defasagem nos dados sobre educação. Caso os elaboradores do relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Pnud, tivessem analisado tudo com uma ótica mais adequada (quem sabe uma lupa), as coisas teriam sido diferentes. O ministro acha que, não fosse o formato da avaliação, o Brasil poderia ter subido 20 posições. No mínimo.

O diabo é que o Brasil, apesar de todos aqueles programas e do esforço na área educacional, manteve a mesma posição no ranking. Está na 85ª posição, dentre os 187 países avaliados no relatório que leva em conta o ano de 2012.
Lastimavelmente, o Brasil está atrás de alguns países da América Latina e do Caribe: Peru, Venezuela, Cuba, Argentina. Quem ficou bem na foto foi Barbados. – Quem sabe no ano que vem a gente chega lá.

Fonte: Nildo Carlos Oliveira

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