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2 de março de 2021

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Perfuratriz da Sandvik consolida ganhos de produtividade na Mineração Caraíba

5 min read

A venda de um fandrill Sandvik DL421, em 2019, para a Mineração Caraíba (mina Pilar), na Bahia, representou mais do que a entrega de um equipamento de perfuração. Em parceria com o cliente, a Sandvik utilizou a máquina na condução de um teste que visava avaliar a possibilidade de usar equipamentos de perfuração de diâmetros menores na operação.

A Mineração Caraíba tem hoje operação em três minas de cobre no norte baiano, sendo uma a céu aberto e duas minas subterrâneas. Para a empresa, a busca por métodos mais seguros, produtivos e que contribuem para a sustentabilidade do negócio é constante e fundamental.

Com esses objetivos e valores em mente, os profissionais da Sandvik se juntaram à empresa visando superar os desafios impostos pela mudança da metodologia de perfuração, da ITH para Top Hammer. Embora a perfuração Top Hammer seja tradicionalmente usada para furos e diâmetros menores, em comparação com a ITH, ela não necessita de altos investimentos na infraestrutura da mina, e, com procedimentos específicos, poderia entregar diâmetros de até 8 polegadas.

O equipamento

O fandrill Sandvik DL421 foi o escolhido para o teste. Ele é um equipamento eletrohidráulico projetado para produção em larga escala e perfuração de furo longo em minas subterrâneas. É bem versátil e vem com tecnologia embarcada, como os sistemas Full Fan Automation, que automatiza o leque de perfuração; Bit Changer, para troca automática do bit, evitando perda de tempo e riscos do manuseio; e Data Transfer, que faz o lançamento automático de dados de todos os furos feitos, ou seja, a instrumentação e automação fornecem dados de perfuração precisos para máximo desempenho. Além disso, o equipamento automático oferece menos riscos de problemas operacionais, já que todos os parâmetros são pré-definidos. Isso o mantém bem conservado e com menos necessidade de reparo.

O projeto

Para que o projeto fosse implementado com o máximo de qualidade possível, a Sandvik dedicou um período de dois meses para o comissionamento e acompanhamento com o cliente. Isso incluiu o apoio na contratação de operadores com conhecimentos específicos, treinamento da equipe e definição de processos. Toda essa equipe passou por um processo seletivo que incluiu avaliação psiocológica (através do teste de atenção concentrada que analisa a capacidade de concentração sob pressão por determinado período de tempo e avalia também a capacidade de foco, selecionamento e mantenção da atenção em estímulos alvos), avaliação teórica e avaliação prática. O resultado foi uma média das três avaliações.

Uma exigência era que os operadores deveriam usar o equipamento no modo automático e só poderiam ir para a prática na mina após estarem 100% preparados para a operação. “O treinamento aplicado durante o processo seletivo de operadores foi o grande diferencial dessa implantação”, destaca Paulo Jean Fonseca, instrutor de Operação da Mineração Caraíba, Mina Pilar.

O empenho do fornecedor e do cliente garantiu o bom andamento do projeto. “O trabalho em conjunto, na parte prática e no acompanhamento, foi fundamental. Só assim foi possível fazer o planejamento prévio e o processo de preparação da frente de serviço (nivelamento de piso, iluminação e toda a estrutura e disponibilidade de recursos para que o equipamento entrasse a sua melhor performance)”, conta Wennedes Nogueira, supervisor de Excelência Operacional da Sandvik Mining and Rock Solutions.

Os resultados foram positivos: aumento de produtividade e qualidade da perfuração, um desempenho que fez diferença. Com a automação, foi possível operar nas trocas de turnos, o que possibilitou ganho de 8% em horas trabalhadas por metro perfurado em dezembro de 2020. Por dia, 4 horas, antes improdutivas, começaram a ser aproveitadas”, explica Cristiano Oliveira, gerente de Conta da Sandvik Mining and Rock Solutions.

“Os ganhos em horas trabalhadas, de setembro a dezembro, variaram entre 6% e 10%, conforme localização dos realces”, acrescenta Luiz Felipe Bamberg, engenheiro de Minas encarregado pela lavra na Mina Pilar, Mineração Caraíba.

Além da produtividade, a qualidade merece destaque. “O fandrill Sandvik DL421 apresentou menos diluição e recuperação, fazendo perfurações sem desvio.  A precisão dos furos deste equipamento foi o diferencial na abertura dos slots dos nossos realces”, garante Denison Galo, coordenador de Operações da lavra na Mina Pilar, Mineração Caraíba. Para alcançar essa otimização total, outras ações também realizadas concomitantemente. Com isso, a mina obteve redução da diluição, de 25,6% em 2019, para 16,69% em 2020, e a recuperação passou de 19,8%, em 2019, para 12,6%, em 2020.

Luiz Felipe Bamberg também destaca os ganhos de produtividade e da qualidade: “proporcionaram maior rendimento dos slots, redução do tempo de perfuração de realces e consequente incremento do índice de suficiência de minério perfurado. Com a tecnologia de perfuração automática é possível manter o equipamento em operação durante toda troca de turno, chegando a realizar 20 metros por troca de turno, número que, com o aprofundamento da mina, tende a ser ainda maior.” A empresa alcançou recordes históricos com a mudança metodologia e equipamento de perfuração. E o treinamento oferecido à primeira equipe foi replicado para demais operadores da Mineração Caraíba.

“A Sandvik sempre busca desenvolver equipamentos soluções que ajudem clientes a alcançarem resultados cada vez melhores, sempre com segurança em mente. A realização bem-sucedida deste projeto foi resultado da parceria, amplo conhecimento e capacidade técnica de todos os envolvidos, além da dedicação das equipes na busca por métodos e processos mais adequados mina e às características do material perfurado”, ressalta Wennedes Nogueira.

Números positivos e melhorias no ambiente de trabalho

O Sandvik DL421 também oferece benefícios que vão ao encontro a outras melhorias no ambiente de trabalho. A cabine com ar-condicionado, assento ergonômico e certificação FOPS e ROPS permite que operadores atuem com mais conforto e segurança durante suas jornadas. Isso é reforçado pelo Bit Changer, que elimina a necessidade de manusear os bits pesados. “Este recurso representou uma importante melhoria, já que possibilitou a troca do bit sem a exposição do operador à frente de serviço, além de respeitar a vida útil do bit, em uma troca de turno na operação Full Fan”, acrescenta Gerlan Ferreira da Silva.

Grande parte da manutenção de rotina pode, ainda, ser feita a partir do nível do solo, enquanto todos os principais componentes têm fácil e rápido acesso.

Após 1 ano e 2 meses de operação na mina Pilar, o equipamento apresenta ótimo estado de conservação, garantido pelo uso no modo automático e pela rotina de conservação da empresa. “O comportamento dos operadores durante a operação do equipamento contribui consideravelmente para a qualidade da perfuração e estado de conservação do equipamento”, resume Jailton Monteiro, supervisor de Administração de Operação da Lavra na Mina Pilar, Mineração Caraíba.

A Mineração Caraíba possui, atualmente, três fandrill Sandvik DL421 em sua frota. O último foi adquirido em 2020.

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