Petrobras refuta barreiras tecnológicas e projeta barril do pré-sal abaixo de US$ 40

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A gerência-executiva de Engenharia de Produção da Petrobras reafirmou nesta semana a viabilidade técnica e econômica das reservas da camada pré-sal. Segundo a estatal, o avanço brasileiro sobre essas jazidas não encontra impedimentos tecnológicos intransponíveis, dependendo exclusivamente da articulação entre governo, indústria e academia para consolidar a produção em território nacional.


Viabilidade Econômica e Competitividade Internacional

Um dos pontos centrais discutidos no seminário na Câmara dos Deputados foi o custo de extração. A meta da Petrobras é manter a competitividade do produto brasileiro no cenário global:

  • Custo por Barril: Estimado em menos de US$ 40;
  • Média Mundial: O valor alinha-se à média para águas profundas, que varia entre US$ 35 e US$ 45;
  • Expansão de Reservas: A expectativa é elevar as reservas da companhia de 14,03 bilhões para 23 bilhões de barris com a maturidade do pré-sal.

Inovação “Made in Brazil” e Soberania Tecnológica

Diferente das explorações da década de 80, o cenário atual permite um planejamento robusto e foco em inovação local. Solange Guedes, gerente-executiva da área, destacou que a especificidade do pré-sal brasileiro exige que o desenvolvimento tecnológico ocorra no país:

“Se instituições internacionais quiserem contribuir para a exploração, terão de se instalar no Brasil”, afirmou a executiva, reforçando a importância de manter a inteligência do projeto em solo brasileiro.


Panorama Operacional e Geográfico

A área de exploração abrange um corredor de 800 km de comprimento por 200 km de largura, estendendo-se do Espírito Santo ao Sul do país.

  • Infraestrutura Atual: 16 poços já instalados;
  • Produção Ativa: 7 poços na Bacia de Santos já apresentam viabilidade de extração;
  • Marco de Comercialidade: A declaração de comercialidade para o campo de Tupi é um dos marcos mais aguardados para a consolidação do setor.

Evolução Histórica e Fluxo de Caixa

A Petrobras utiliza a experiência adquirida nos anos 80, quando precisou dominar a profundidade de mil metros, para otimizar o fluxo de caixa atual. O objetivo é garantir uma produção rápida que auxilie no equilíbrio da balança comercial brasileira, reduzindo a exposição financeira da estatal enquanto aumenta sua capacidade produtiva.

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