Plano de Obama faz disparar bolsas mundiais

A euforia instalou-se nos mercados accionistas esta segunda-feira. Os principais índices bolsistas mundiais registaram fortes ganhos, impulsionados pelo anúncio de um plano de estímulo à economia norte-americana histórico por parte do presidente eleito Barack Obama.

Os investidores iniciaram a semana um pouco mais confiantes depois de Barack Obama ter anunciado, durante o fim-de-semana, que pretende implementar o maior programa de investimento em infra-estruturas nos Estados Unidos da América desde que o presidente Dwight D. Eisenhower lançou há 50 anos as auto-estradas interestaduais. O objectivo de Barack Obama é salvar ou criar 2,5 milhões de empregos. Apesar de não ter avançado com números, Barack Obama disse no último domingo em Chicago, que este plano é a sua “prioridade número um”. “Temos de assegurar que o plano de estímulo económico é suficientemente grande para pôr a economia a mexer”, afirmou o presidente eleito dos Estados Unidos à cadeia de televisão NBC.

Segundo Bill Stone, ‘chief investment strategist’ da PNC Wealth Management em Filadélfia, citado pela agência Bloomberg, “é de esperar que isto ajude a economia a dar a volta, fazendo compensar o consumo privado com gastos públicos”. Acrescentendo que “o objectivo de tudo isto é tentar que esta compensação avance”.

Já Robert Talbut do Royal London Asset Management, também citado pela Bloomberg, considerou que o plano de gastos de Obama “é importante em termos de ser outro sinal de que a resposta política está a ser dada e devemos esperar mais das autoridades em 2009”, antecipando que estes sinais deverão “ajudar a restaurar a confiança nos mercados accionistas”.

O impacto positivo esperado fez-se sentir logo na primeira sessão bolsista após o anúncio. Primeiro fez-se sentir nas bolsas asiáticas, com o índice nipónico Nikkei 225 a avançar mais de 5% e o índice chinês Hang Seng a valorizar quase 9%.
Mas a 0nda positiva arrastou-se para os restantes mercados accionistas mundiais. Na Europa, os principais índices bolsistas registaram valorizações entre 6% e 8%, enquanto que nos Estados Unidos da América, o índice Standard & Poor’s 500 subiu para máximos de um mês ao avançar mais de 3%.

Os principais beneficiados pelo anúncio de Barack Obama foram as empresas de fabricantes de equipamentos de construção. A Caterpillar, por exemplo, chegou a valorizar mais de 15%. As empresas do sector automóvel também se destacaram nos ganhos, depois dos senadores norte-americanos terem chegado a um acordo de princípio com a administração Bush em relação à concessão de fundos que permitam evitar a falência da General Motors e da Chrysler. A General Motors avançava mais de 11%.
Já a bolsa portuguesa, apesar de também ter acolhido bem as notícias provenientes dos Estados Unidos, apresentou ganhos mais modestos.

O índice PSI 20 encerrou a valorizar 2,55%, para os 6.174,99 pontos, com 18 títulos em terreno positivo. As acções da Galp Energia foram as que mais subiram, animadas também pela subida dos preços do petróleo, enquanto que as acções da Sonaecom e da Sonae Industria subiram 6,11% e 4,58%, respectivamente. A grande excepção foram as acções do BCP que encerraram a sessão a recuar 1,2%, apesar de terem estado a valorizar mais de 4% durante a manhã. No resto da Europa, a valorização dos índices oscilou entre os 5% e 9%.

Fonte: Estadão

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