Porto Alegre terá sistema de aeração para tratar esgoto

A Xylem vendeu para Goetze Lobato Engenharia 40.992 Difusores de bolhas finas, membrana Sanitaire Silver Series LP – Fine Bubble – EPDM, distribuídos em 32 grids com suportes de montagem em aço inoxidável e tubulação em PVC, que estão sendo usados no Projeto ETE Serraria – a maior estação de tratamento de esgoto sanitário de Porto Alegre (RS).

Do Projeto ETE Serraria, de aproximadamente R$ 128 milhões, espera-se que a estação trate 4 m³ de águas residuais por segundo e elimine mais de 99% dos coliformes fecais dos efluentes da capital. Finalizada, ela ajudará na despoluição do lago Guaíba, no qual a maior parte do esgoto da cidade tem sido jogada in natura há décadas. As obras tiveram início em 2010 e a previsão de conclusão é para 2012.

Segundo Marco Aurélio Schulz, Supervisor de Vendas da Xylem na Região Sul, as membranas são fabricadas em EPDM, pois reduzem as perdas de cargas do sistema, incrementam a transferência de oxigênio, possuem alta elasticidade e longa vida operacional. “A furação das membranas com perfil padrão Sanitaire permite formação homogênea das bolhas e maior eficiência da transferência de ar devido ao corte de bolhas de menor diâmetro com maior taxa de transferência de O2”, afirma Marco.

Lodo ativado
Tratamento biológico é realizado criando-se um ambiente adequado para a sobrevivência e reprodução de várias culturas de bactéria, expondo-as a substâncias orgânicas presentes no esgoto. Este é um processo natural e ocorre também em qualquer corpo de água natural. O processo de lodos ativados que é usado para tratamento de águas residuais provenientes de fontes domésticas e industriais é um sistema biológico. Ele é projetado para otimizar a eficiência ou o grau de tratamento que ocorre em um corpo natural de água.

“O sistema projetado para a ETE Serraria trata-se de lodos ativados com remoção de nitrogênio incluindo três processos biológicos com a assimilação de nitrogênio, nitrificação e a desnitrificação. Desta forma o nitrogênio originalmente presente no efluente como nitrogênio orgânico ou amônia é primeiramente modificado para nitrato e, finalmente, removido pela conversão do nitrato a N2 gasoso”, finaliza Marco.
 

Fonte: Padrão

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *