O primeiro projeto de microgeração distribuída de energia solar do estado de São Paulo está em operação desde meados de agosto, em uma residência localizada no município de Ribeirão Preto. A iniciativa foi concebida pela Neosolar Energia e aprovada pela CPFL Paulista, concessionária da região pertencente ao grupo CPFL Energia.
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Microgeração e créditos de energia no sistema elétrico
O projeto foi viabilizado com base na resolução normativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre micro e minigeração distribuída, publicada em abril do ano anterior e em vigor desde dezembro.
De acordo com a regulamentação, a energia excedente gerada pelas placas fotovoltaicas e não consumida no local é injetada no Sistema Interligado Nacional (SIN), gerando créditos de energia que podem ser utilizados pelo proprietário em outras unidades consumidoras de sua titularidade.
Maior sistema residencial do país à época
Além de ser o primeiro projeto do gênero em São Paulo, a instalação também se destacou, à época, como a maior do Brasil em capacidade instalada e produção mensal de energia no segmento residencial.
O sistema conta com:
- 180 placas fotovoltaicas de 140 Wp, totalizando 25,2 kWp de potência instalada;
- seis inversores de 3,8 kW cada;
- produção média mensal de 3.300 kWh.
A energia gerada é suficiente para suprir a demanda da residência e de outras propriedades do mesmo proprietário, por meio do sistema de compensação de créditos.
O investimento total no projeto foi de aproximadamente R$ 220 mil.
Retorno financeiro e valorização do imóvel
Segundo Pedro Pintão, engenheiro e sócio-diretor da Neosolar Energia, o custo do sistema é dimensionado de acordo com o perfil de consumo mensal do cliente.
“O investimento apresenta um retorno bastante interessante, considerando a redução expressiva na conta de energia — que, sozinha, permite o payback em cerca de sete anos — além da valorização do imóvel e da longa vida útil do sistema fotovoltaico”, afirma.
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Expansão da microgeração no estado
A CPFL Energia informou que já recebeu outros 13 pedidos de ligação de sistemas de micro e minigeração distribuída, que estão em fase de análise técnica para possível validação pelas distribuidoras do grupo.
O avanço desses projetos sinaliza a tendência de expansão da energia solar distribuída em São Paulo, impulsionada pela regulamentação, pela redução dos custos dos equipamentos e pelo interesse crescente de consumidores residenciais e comerciais.


