O Projeto Jansen, da BHP, chegou a 84% de conclusão e entrou na fase final de implantação da primeira etapa da mina de potássio em Saskatchewan, no Canadá. A previsão da empresa é iniciar a produção em meados de 2027. O empreendimento, localizado a cerca de 140 quilômetros de Saskatoon, envolve uma mina subterrânea, uma planta para processamento do minério e uma estrutura própria para armazenamento e transporte da produção.
A primeira etapa, conhecida como Jansen Stage 1, faz parte de um investimento total de US$ 15,3 bilhões no projeto. Quando as duas fases estiverem em plena produção, a BHP prevê capacidade de 8,5 milhões de toneladas de potássio por ano
A operação subterrânea conta com dois poços, um de serviço e outro de produção, com aproximadamente 1 quilômetro de profundidade. A estrutura é usada para levar trabalhadores e equipamentos ao subsolo e também para retirar o minério. Os dois poços têm cerca de 7,3 metros de diâmetro interno.

Em 2025, a BHP concluiu a instalação da estrutura permanente sobre o poço de produção. O headframe, estrutura que fica na superfície e integra o sistema de içamento, tem mais de 50 metros de altura e cerca de 2 mil toneladas. A instalação envolveu a BHP e empresas contratadas como Hatch, Bantrel, Ledcor e Mammoet.
No subsolo, o projeto prevê a abertura de galerias a partir da região dos poços até os primeiros painéis de lavra. Segundo a lista oficial de contratos da BHP, a TRL foi contratada para esse desenvolvimento, incluindo a escavação de galerias de aproximadamente 5 quilômetros em cada direção e a implantação da infraestrutura necessária. O contrato prevê a escavação de cerca de 3 milhões de toneladas de minério nessa etapa.
A estrutura subterrânea também terá áreas para oficinas, escritórios, estacionamento de veículos, armazenamento e sistemas de transporte do minério. A produção será feita por equipamentos de mineração instalado no subsolo, com o minério levado por correias até os poços e, depois, para a etapa de processamento.
Como o minério será transformado em potássio
Na superfície, o minério seguirá para a área de processamento. O projeto conta com duas linhas de processamento, cada uma projetada para receber até 1.483 toneladas de minério por hora.
A etapa úmida inclui a lavagem do minério, retirada de materiais indesejados e flotação, processo usado para separar o cloreto de potássio dos demais sais. Depois, o material passa pela etapa seca, que envolve secagem, peneiramento e compactação. O produto final poderá ser comercializado nas versões padrão e granulada.
A planta também terá estruturas específicas para rejeitos e reagentes, além de áreas de armazenamento do minério bruto e do produto final. O prédio de armazenamento do potássio terá capacidade para 200 mil toneladas e será usado como estoque antes do embarque ferroviário.
A lista de contratos da BHP mostra que a montagem da planta está dividida entre diferentes empresas. A Worleycord é responsável pela instalação das estruturas e equipamentos das áreas do Dry Mill, ou processamento a seco, e do peneiramento. Já a Wicehtowak AECON Industrial atua no Wet Mill, a área de processamento úmido, além de estruturas relacionadas a rejeitos e reagentes.
A Aecon Industrial Management foi contratada para as fundações da área dos moinhos e para a execução de milhares de estacas de concreto distribuídas por diferentes partes da unidade. A CoverCo ficou responsável pelo projeto, fabricação e montagem dos prédios de armazenamento do minério bruto e do produto final.

Empresas de engenharia
A engenharia, compras e gestão da construção do Stage 1 são conduzidas pela Hatch-Bantrel Joint Venture (HBJV), parceira da BHP no modelo EPCM (Engineering, Procurement and Construction Management).
Outras empresas assumem partes específicas da implantação. Além de Worleycord, Wicehtowak AECON, Aecon, CoverCo e TRL, a BHP lista empresas como Ledcor entre suas contratadas no projeto. A relação oficial de contratos mostra que os serviços abrangem desde estruturas da mina e fundações até montagem de equipamentos, transporte de módulos e infraestrutura ferroviária.
Após a conclusão do Stage 1, a BHP prevê produção inicial de potássio em meados de 2027. A companhia estima que Jansen tenha vida operacional superior a 60 anos.




