Tecnologia inédita no RS reforça segurança em trecho duplicado da ERS-118

Principal obra rodoviária do Estado usa técnica americana que reduz risco de acidentes na chuva

Texto: Liana Ramos Carvalho

A última camada de pavimentação da ERS-118, na Região Metropolitana de Porto Alegre, está sendo executada com um material inédito nas obras gaúchas: uma mistura descontínua formada por asfalto-borracha e pedra britada. Conhecido por proporcionar uma maior vida útil às rodovias, esse produto especial estará nos 21,5 quilômetros que estão sendo duplicados pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Logística e Transportes e o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer).

Conhecida internacionalmente por gap graded, a mistura começou a ser aplicada este mês na ERS-118. O material dá mais aderência ao pavimento, o que facilita a frenagem dos veículos em dias chuvosos.

“Uma obra diferenciada como a duplicação da ERS-118 certamente exige soluções inovadoras para a segurança de motoristas e pedestres”, enfatiza o secretário Juvir Costella. “Trata-se de um projeto que certamente impulsionará a mobilidade e a economia dos municípios da Grande Porto Alegre e, além disso, contará com esse fator importante para a redução de acidentes.”

Segundo o professor do programa de pós-graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Jorge Ceratti, esse tipo de massa asfáltica é mais adequada para a ERS-118 do que as misturas tradicionalmente usadas. “Além de evitar a derrapagem, ela oferece mais resistência aos afundamentos de trilha de roda, que são as depressões provocadas pelo alto fluxo de caminhões”, ressalta. “Alguns estados brasileiros, como São Paulo, já utilizam a mistura descontínua com sucesso em estradas com alto fluxo de veículos, especialmente as empresas concessionárias”, complementa o professor.

Ceratti – que participou como consultor da empresa projetista contratada pelo Daer – afirma que o gap graded aumenta em 100 por cento a resistência das rodovias. “A mistura descontínua traz uma vida útil de, aproximadamente 20 anos, contra os cerca de dez anos que a maioria dos pavimentos oferece”, sintetiza.

De acordo com o diretor-geral do Daer, Luciano Faustino, até o fim do ano a população poderá sentir os efeitos da tecnologia aplicada na ERS-118. “As obras estão com mais de 90 por cento dos serviços concluídos e com frentes em atividade em todos os três lotes ao longo dos 21,5 km entre Sapucaia do Sul e Gravataí”, salienta. “Ainda em 2020, também pretendemos licitar duas das seis passarelas para pedestres previstas: uma em Sapucaia do Sul, no quilômetro 5,1; e outra em Cachoeirinha, no quilômetro 10. Os recursos financeiros estão garantidos e a construção inicia logo após a definição das empresas vencedoras”, complementa o dirigente.

FONTE: DAER-RS

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