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23 de janeiro de 2021

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Vale já investiu US$ 3,5 bilhões em aquisições este ano

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Vale já investiu US$ 3,5 bilhões em aquisições este ano

Mesmo com um resultado financeiro bem abaixo do registrado no ano passado, a Vale já desembolsou este ano US$ 3,5 bilhões em aquisições. A maior parte dos negócios, US$ 2,3 bilhões, foi realizada no Brasil, mas as operações se estenderam pela Argentina, Colômbia, Canadá e África.
O diretor executivo de Finanças da Vale, Fábio Barbosa, destacou que os desembolsos fazem parte da “visão confiante de longo prazo da empresa”, e ressaltou que o montante não faz parte do planejamento estratégico da mineradora de investir US$ 9 bilhões este ano.

No Brasil, o maior investimento – 965 milhões – foi feito na semana passada, quando a Vale aumentou de 10% para 26,8% sua participação na Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), joint venture no Rio em parceria com a alemã ThyssenKrupp. Ainda no País, a empresa espera a autorização do Conselho de Defesa Nacional, órgão consultor da da Presidência da República, para a concretização da compra da Mineração Corumbaense, adquirida da australiana Rio Tinto.

“Acreditamos que essa autorização seja dada até o final de agosto. O negócio precisa desse aval porque encontra-se na fronteira com a Bolívia. Também não esperamos problemas com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), porque o mercado a que se destina o minério de ferro está no exterior”, afirmou o diretor executivo de Ferrosos da Vale, José Carlos Martins.

Além das aquisições anunciadas, a Vale vem sendo envolvida também em notícias de novas aquisições, de maior porte. Segundo fontes, uma delas seria a produtora de fertilizantes Mosaic, uma operação que poderia alcançar US$ 25 bilhões. Perguntado sobre a possibilidade de negócio, Barbosa foi vago: “Nosso foco continua sendo o crescimento orgânico, mas estamos sempre analisando alternativas”, resumiu.

Apesar dos investimentos, a Vale mantém medidas de ajuste ao novo cenário de demanda internacional. Barbosa afirmou que as unidades de níquel do Canadá passarão por um processo de reestruturação. De acordo com ele, o modelo atual de gestão é excessivamente descentralizado. “Reduzimos em um quinto as posições gerenciais e estamos em discussões com os colaboradores daquela região para um bom entendimento”, afirmou.

Minério de Ferro

A redução de 28% no preço de referência do minério de ferro levou a Vale a registrar perdas de US$ 1 bilhão em sua receita no primeiro semestre. Na quarta-feira a empresa comunicou queda de 81,5% em seu lucro líquido no segundo trimestre, para R$ 1,46 bilhão.

Mesmo com as perdas, José Carlos Martins, voltou a defender o sistema de preço de referência como a melhor forma de negociação do minério. Esta semana, a mineradora australiana BHP Billiton informou que 30% de seu volume de vendas já está sendo feito com base em um mix entre o preço à vista (spot) e de contrato de longo prazo.

Para se manter competitiva diante da nova realidade de preço, A Vale teve de reestruturar sua estratégia de logística para a China. Desde o ano passado, a Vale já comprou 15 navios usados e encomendou outros 20 novos.

Fonte: Estadão

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