1° leilão de 2019 obtém R$ 1,8 bi em obras de geração

O Leilão de Geração de Energia A-4 de 2019, o primeiro do novo governo, vai gerar investimentos de R$ 1,892 bilhão na construção de novas usinas. Destinado à contratação de energia proveniente de novos empreendimentos de fontes hidrelétrica, eólica, solar fotovoltaica e termelétrica a biomassa, com início do suprimento a partir de janeiro de 2023, o certame contratou 401,6 MW de potência e teve preço médio de R$ 151,15 por MWh.

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), os 15 empreendimentos de geração contratados devem gerar no total 4,5 mil empregos nos oito estados em que os projetos serão construídos.

Com investimento de US$2,5 bi, UTE tem viabilidade ambiental aprovada

O Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) aprovou, por unanimidade, a viabilidade ambiental do empreendimento de Substituição Tecnológica das unidades 1 e 2 da usina Termelétrica Piratininga UTE – STP, da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae).

A aprovação pelo Consema permitirá a emissão da licença prévia, habilitando a Emae a participar do leilão de energia, que será promovido pelo Ministério de Minas e Energia (MME) em outubro.
Com investimentos estimados em US$ 2,5 bilhões, o empreendimento consistirá na instalação de dois blocos independentes de geração de energia elétrica a gás natural, com potência total de 2.554,8 MW, para substituição das unidades 1 e 2 da Usina Termelétrica Piratininga, instalada em 1954, atualmente existentes.

O Bloco 1, que terá produção de 1.736,8 MW, será composto de três turbinas a gás com geradores e 1 turbina a vapor com gerador.

Já o Bloco 2 será composto de duas turbinas a gás com geradores e 1 turbina a vapor com gerador. Sua produção será de 818 MW de energia.

O projeto teve início em 2015 com a chamada pública que selecionou empresas interessadas em realizar a implantação e exploração de usinas termelétricas a gás natural em parceria com a Emae. Pela chamada, a empresa disponibilizava os ativos locacionais, como terreno, conexão à rede de alta tensão e demais infraestruturas. A empresa assumiu também o licenciamento ambiental do empreendimento.

A área de 170 mil m² da Emae é considerada estratégica em função de sua localização. Além de estar no centro de carga do país, os terrenos estão próximos aos pontos de conexão com sistemas de
transmissão elétrica em 88kV, 230kV e 345kV e ao gasoduto, facilitando a distribuição da energia na rede e o acesso do gás natural para geração.

A região também é estratégica devido a disponibilidade de fontes para captação de água (Canal Pinheiros e Reservatório Billings) para os sistemas de refrigeração, condensação, caldeira e serviços em geral.

O novo empreendimento não utilizará mais água do que as unidades que estão sendo substituídas, afirma a Emae.

A Emae é uma empresa de capital aberto, cujo controle pertence ao Estado de São Paulo. É detentora e operadora de um sistema hidráulico e gerador de energia elétrica, localizado na Região Metropolitana de São Paulo, Baixada Santista e Médio Tietê, com capacidade total instalada de 935 MW. A Empresa possui, também, uma usina termoelétrica na capital, atualmente arrendada para a Baixada Santista Energia – BSE e uma subsidiária integral denominada Pirapora Energia, detentora da Pequena Central Hidroelétrica Pirapora, de 25 MW de potência instalada.

Comgás projeta investimentos de até R$ 900 mi em 2019

A Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) informou a mercado no início do ano que projeta um capex entre R$ 400 milhões e R$ 900 milhões nesse ano.

No anúncio dos resultados do primeiro trimestre de 2019, a empresa informou investimentos no período de R$ 181 milhões, o que aponta que a projeção mínima de capex em 2019 poderá ser facilmente superada. No ano passado, os investimentos da Comgás totalizaram R$ 530 milhões. Os investimentos da Comgás, de acordo com o plano de negócios da empresa, estão agrupados em três blocos principais: Programas de Expansão, Programas de Suporte Operacional e Programas Administrativos.

O Programa de Expansão, que representa quase a metade dos investimentos, de 2018 a 2024 prevê aporte total nesse campo de R$ 2,1 bilhões.

Os projetos de expansão contemplam os investimentos em projetos cujo objetivo principal e a disponibilização de infraestrutura para captação de novos consumidores. Os investimentos, pelo plano de negócios, são destinados tanto para capilarização da rede quanto para conexão de novas unidades usuárias. Como consequência da expansão do sistema de distribuição, faz-se necessário o investimento em Programas de Suporte Operacional, que garantam a integridade dos ativos e o suprimento de gás natural de forma segura e contínua.

Após um crescimento acelerado, focado, principalmente, na expansão da rede de alta pressão para atender consumidores de grandes volumes, a Comgás, desde 2007, tem centrado na expansão
regional integrada, capilarizando a rede de distribuição e capturando o potencial de mercado disponível regionalmente.

Para atingir este potencial a Comgás vem realizando expansão da rede em novas áreas que demandaram o desenvolvimento de vários elos da cadeia de produção, desde o consumidor até
fabricantes de equipamentos, projetistas, construtores, instaladores e revendedores de equipamentos. O programa de expansão propõe a instalação de 5.856 km de rede.

A área de concessão da Comgás abrange 177 cidades do Estado de São Paulo, incluindo a capital.

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