A Acelen Renováveis, empresa de energia do Mubadala Capital, anunciou US$ 1,5 bilhão para iniciar a construção de sua biorrefinaria de combustíveis renováveis na Bahia.
A biorrefinaria, com início de operação previsto para 2029, terá capacidade para produzir 1 bilhão de litros anuais de SAF (sustainable aviation fuel) e diesel renovável (HVO). Trata-se da primeira planta da companhia a ter início das obras entre as cinco previstas, que tem investimento total de US$ 12,5 bilhões.
A biorrefinaria será construída em área industrial existente em São Francisco do Conde, na Bahia. No pico das obras, a expectativa é gerar cerca de 3,6 mil empregos diretos e indiretos.
O insumo principal será a macaúba, uma palmeira nativa brasileira. Para isso, a companhia fará investimento superior a US$ 3 bilhões nos próximos 10 anos para o desenvolvimento agroindustrial com plantação, extração e beneficiamento dos coprodutos da macaúba.
A Acelen Renováveis prevê o cultivo em 144 mil hectares em áreas degradadas, considerando ganhos de produtividade já incorporados ao projeto, sendo 20% destinados a parcerias com agricultura familiar e pequenos produtores.
Segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a cadeia integrada do projeto pode movimentar até US$ 40 bilhões na economia brasileira e gerar cerca de 85 mil empregos diretos e indiretos na próxima década.
Outros produtos também serão utilizados na produção de biocombustíveis, como óleo de cozinha usado e óleo de soja.
Segundo a Acelen, parte do valor do projeto é financiada por um consórcio apoiado e liderado por HSBC e IFC e reúne dez instituições financeiras nacionais e internacionais: First Abu Dhabi Bank (FAB), Abu Dhabi Commercial Bank (ADCB), BID Invest, BNDES, Asian Infrastructure Investment Bank (AIIB), Development Finance Institute Canada (FinDev Canada), KfW IPEX-Bank, Bradesco, BBVA e Bank of China.





