Em um cenário de retomada gradual dos investimentos em infraestrutura e construção pesada no Brasil, empresas com histórico técnico consolidado vêm ampliando sua atuação para além dos contratos públicos. Nesse contexto, a ETERC Engenharia, fundada no Distrito Federal, projeta encerrar 2025 com faturamento de R$ 500 milhões, crescimento de 200% em relação ao ano anterior.
Com 25 anos de atuação, a companhia soma mais de 100 obras entregues em diferentes regiões do país e atravessa seu ciclo mais robusto de expansão. A estratégia de crescimento está ancorada no aumento da participação no mercado privado, que atualmente já representa cerca de 50% do backlog da empresa. Segundo a ETERC, a meta é concentrar integralmente as operações nesse segmento em um horizonte de até três anos.
A ETERC conquistou projeção nacional ao executar projetos de alta complexidade em infraestrutura. Entre os destaques estão o Túnel Rei Pelé, no Distrito Federal, a segunda pista de pouso do Aeroporto Internacional de Brasília e a Estação Antártica Comandante Ferraz, no Polo Sul. Neste último projeto, a engenharia envolveu pré-montagem na China e logística internacional altamente especializada para operação em condições climáticas extremas.

No setor aeroportuário, a empresa acumula experiência em intervenções nos principais terminais do país, incluindo Guarulhos, Congonhas, Galeão, Santos Dumont, Fortaleza, Salvador e Porto Alegre. Mais recentemente, foi responsável pela modernização e ampliação do Aeroporto Internacional de Belém, obra estratégica para a preparação da capital paraense para a realização da COP30.
Além da atuação em aeroportos, o portfólio da ETERC inclui projetos de mobilidade urbana e obras em rodovias estaduais e federais. Alinhada à estratégia de diversificação e expansão no mercado privado, a companhia também vem ampliando sua presença no setor de saneamento básico, com destaque para um contrato com a Aegea no Pará, aproveitando o crescimento do pipeline de investimentos na área.
A experiência acumulada em infraestrutura pesada abriu espaço para a entrada da empresa no setor de mineração. A ETERC conduz atualmente um projeto em Coromandel, em Minas Gerais, voltado à extração de diamantes, com utilização de equipamentos internacionais de última geração e adoção de processos considerados limpos, com foco em precisão operacional e sustentabilidade.

Outro pilar estratégico é o setor imobiliário. Criado em 2024, o braço imobiliário da empresa já soma um Valor Geral de Vendas (VGV) superior a R$ 800 milhões. Paralelamente, a companhia intensificou investimentos em governança corporativa, inovação e práticas ESG, com auditorias independentes conduzidas por empresas Big Four, adoção de novas tecnologias nas obras e padronização de processos internos.
“Nosso crescimento reflete a maturidade da gestão e a capacidade de entregar soluções completas e sustentáveis em projetos de alta complexidade”, afirma Alexandre Costa, CEO e fundador da ETERC Engenharia.




