O Aeroporto Internacional Salgado Filho, principal terminal aéreo do Rio Grande do Sul, passou por um importante processo de modernização para aumentar a segurança e a eficiência das operações. O projeto incluiu a instalação do sistema antineblina ILS Categoria II (ILS 2) e a ampliação da pista de pouso e decolagem, permitindo maior regularidade dos voos em condições climáticas adversas.
A iniciativa envolveu investimentos em tecnologia aeroportuária, obras de infraestrutura e um amplo programa de reassentamento urbano, demonstrando a complexidade técnica e social de grandes intervenções em aeroportos brasileiros.
O que é o ILS 2 e qual sua importância para os aeroportos?
O Instrument Landing System (ILS) é um sistema de navegação que auxilia aeronaves durante pousos e aproximações em condições de baixa visibilidade, como neblina e chuva intensa.
O ILS Categoria II (ILS 2) permite que os aviões operem com limites meteorológicos mais rigorosos, reduzindo cancelamentos e atrasos e aumentando a segurança operacional.
A instalação do equipamento no Aeroporto Salgado Filho representou um avanço estratégico para Porto Alegre, cidade frequentemente afetada por nevoeiros, sobretudo nos meses de inverno.
Infraero investiu R$ 5 milhões no sistema antineblina
A Infraero investiu aproximadamente R$ 5 milhões na aquisição do sistema ILS 2.
Entretanto, para que o equipamento pudesse entrar em operação, foi necessário executar uma série de obras complementares, incluindo:
- ampliação da pista de pouso e decolagem;
- instalação de luzes de eixo ao longo da pista;
- adequações operacionais e ambientais.
Ampliação da pista exigiu investimento de R$ 150 milhões
A expansão da pista do aeroporto foi orçada em cerca de R$ 150 milhões.
O objetivo da obra era atender às exigências técnicas para implantação do ILS 2 e permitir operações mais seguras em condições de visibilidade reduzida.
Além da melhoria operacional, a ampliação aumentou a competitividade do terminal e fortaleceu sua posição como principal hub aéreo do sul do Brasil.
Reassentamento de comunidades foi o maior desafio do projeto
A principal dificuldade para a execução da obra foi a necessidade de remover comunidades instaladas nas proximidades da pista.
As áreas afetadas incluíam:
- Vila Dique – 1.476 famílias;
- Vila Nazareth – 1.322 famílias;
- Vila Floresta – 180 famílias.
Ao todo, quase 3 mil famílias precisaram ser reassentadas para viabilizar a expansão do aeroporto.
Investimentos em habitação e urbanização
O reassentamento contou com recursos do Ministério das Cidades, do Programa de Aceleração do Crescimento e do programa Pró-Moradia.
Os investimentos incluíram:
- R$ 56,5 milhões para a transferência das famílias da Vila Dique;
- R$ 33,5 milhões para o reassentamento da Vila Nazareth.
As ações contemplaram desapropriações, construção de moradias e implantação de infraestrutura urbana.
Modernização reforça a infraestrutura aeroportuária brasileira
O projeto do Aeroporto Salgado Filho exemplifica como a modernização de aeroportos envolve muito mais do que tecnologia de navegação.
A implantação do ILS 2 exigiu integração entre:
- engenharia civil;
- sistemas eletrônicos de navegação aérea;
- planejamento urbano;
- políticas habitacionais;
- gestão ambiental.
Esse conjunto de ações permitiu que o aeroporto aumentasse sua eficiência operacional e reduzisse significativamente os impactos da neblina sobre a aviação regional.
Aeroporto Salgado Filho e o futuro da aviação no Sul do Brasil
Com a ampliação da pista e a adoção do ILS 2, o Aeroporto Salgado Filho consolidou sua importância estratégica para o transporte de passageiros e cargas no Brasil.
A modernização contribuiu para elevar o padrão de segurança, melhorar a regularidade dos voos e ampliar a capacidade operacional de um dos principais aeroportos do país.




