A Aggreko ampliou sua presença no Amazonas ao assumir seis usinas termelétricas do Consórcio Geração Amazonas (CGA), após adquirir a participação remanescente da Brasil BioFuels (BBF). As unidades somam cerca de 11,4 MW de capacidade instalada e se juntam às 26 usinas do projeto de Produtor Independente de Energia (PIE) mantidas pela companhia em comunidades isoladas da região.
A operação ocorre em localidades onde as distâncias e a infraestrutura limitada tornam o fornecimento de energia um desafio diário. Em alguns pontos, o acesso é feito exclusivamente pelos rios. Equipes técnicas podem navegar por até três horas para atender uma ocorrência, enquanto equipamentos de grande porte, como geradores de aproximadamente 18 toneladas, precisam ser transportados em embarcações.
Entre as soluções implementadas está a usina de Caiambé, em Tefé (AM), que atende cerca de 3 mil moradores. O sistema combina geração térmica, painéis solares e armazenamento por baterias. Segundo a Aggreko, a configuração híbrida permite economizar aproximadamente 130 mil litros de combustível e evitar a emissão de 405 toneladas de CO₂ por ano.

Em iniciativas desenvolvidas em parceria com lideranças comunitárias de Tefé e Tabatinga (AM), a atuação da empresa se estende ao fortalecimento social, impulsionando pequenos produtores locais. Um exemplo disso foi a doação de um freezer associada ao treinamento de uma família para o processamento e aproveitamento do açaí, oferecendo os meios para expandir a produção e gerar renda. “Sempre onde tem interferência direta de um dos nossos produtos, fazemos parcerias com lideranças e a prefeitura local. Por meio delas, ofertamos um módulo ou qualificação para desenvolvimento dos moradores, para que possam trabalhar na Aggreko. No Amazonas, estamos com um projeto mais amplo, buscando contemplar as comunidades de Tefé e Tabatinga, onde estamos trabalhando com pequenos produtores rurais para que eles possam desenvolver suas habilidades. A ideia é que com o nosso apoio aquele produtor possa desenvolver sua própria empresa”, contou Débora Lemes Tavares, Head de Saúde, Segurança e Sustentabilidade da Aggreko.
Com as novas usinas, a empresa reforçou sua estrutura nos sistemas isolados do Amazonas. “Estamos ampliando nossa capacidade operacional na Amazônia”, afirma Marco Contin, diretor-geral Brasil da companhia. Na região, garantir energia contínua significa sustentar serviços básicos, conservar alimentos e abrir espaço para atividades econômicas em comunidades distantes dos grandes centros.






