O projeto do Terminal Ferroviário da Ponta da Madeira, em São Luís (MA), da Vale, contempla a ampliação da capacidade operacional, com melhorias na infraestrutura e incorporação de novas tecnologias e equipamentos.
Kleber Potratz, gerente de engenharia da Vale, que participou do evento InovaInfra, realizado em abril pela revista O Empreiteiro, disse que o projeto conceitual e executivo foi todo desenvolvido em BIM. A iniciativa foi laureada no prêmio InovaInfra 2026.
“A gente utilizou o conhecimento de engenharia operacional ferroviária e muita tecnologia para desenvolver todas as fases e ter uma assertividade grande, que é a operação da Estrada de Ferro Carajás no terminal”, explicou.
O gerente ressaltou que o BIM permite vivenciar a execução do projeto no modelo real e virtual, no aspecto da segurança e da construtibilidade. “Isso dá uma tranquilidade de que estamos fazendo o projeto de forma correta”, diz.
Ulysses Nascimento, engenheiro máster da Vale e que também participou do InovaInfra, afirma que o projeto atende a necessidade junto a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) de colocar o segundo trem de passageiros para rodar no Terminal Ferroviário Ponta da Madeira e, por extensão, na Estrada de Ferro Carajás.
“Tivemos uma interação muito forte com o pessoal da operação e manutenção porque tudo deveria caber dentro da estrutura existente hoje”, afirmou.
“E isso gerou uma dinâmica do tempo e prazo, dimensionamento e tecnologia que a gente utilizou através do BIM, da realidade virtual aumentada, validando tudo internamente”, acrescenta.
O grande cuidado do projeto foi não impactar a operação atual de transporte de passageiros e de entrega do minério de ferro ao porto do complexo.
“Tivemos que viver os processos operacionais na prática, mapear os movimentos das atividades, e aplicar tecnologias e soluções que otimizam e
viabilizassem uma melhoria operacional para a efetivação do projeto”, conta Nascimento. A expectativa é de que as execuções no terminal terminam em julho do ano que vem e passe de quatro a cinco meses em operação assistida, com o segundo trem começando a rodar no final de 2027.




