O mês de setembro de 2012 marcou um avanço, ainda que sutil, no cronograma de construção das 12 Arenas da Copa do Mundo 2014. Embora cinco estádios (Arena da Amazônia, Arena da Baixada, Arena Pantanal, Fonte Nova e Mineirão) não tenham atualizado o percentual de execução de obras em relação a agosto, diversas frentes de engenharia registraram progressos significativos.
A principal notícia técnica foi a confirmação de que os seis palcos da Copa das Confederações já haviam iniciado a implantação de suas coberturas, uma etapa fundamental da infraestrutura de estádios que define a nova arquitetura das arenas. Até mesmo a Arena Corinthians, com 51% das obras, deu início ao içamento do primeiro módulo de sua estrutura metálica de cobertura.
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Os Destaques da Engenharia em Setembro
A evolução das obras da Copa 2014 concentrou-se nas grandes estruturas:
- Mineirão (78%): Alpinistas iniciaram a complexa instalação das membranas sobre a estrutura metálica da cobertura, paralelamente ao avanço dos acabamentos e instalações na esplanada.
- Fonte Nova (70%): Iniciou-se o içamento dos cabos de aço que suportam a coberta do estádio, um marco na engenharia estrutural da arena de Salvador.
- Arena Pantanal (47%): Concluiu-se o setor oeste das arquibancadas, e o aumento do número de gruas de uma para três indicava a intenção de acelerar a montagem das arquibancadas de concreto.
- Arena Pernambuco (58%): A montagem do primeiro pilar metálico da cobertura posicionou a arena como a sexta a iniciar esta fase crucial, que envolveria 68 colunas de suporte.
Estágio da Construção: O Balanço das 12 Sedes
O estádio Castelão, em Fortaleza, manteve-se na liderança como o mais avançado da Copa 2014 e o primeiro a ser concluído.
| Estádio | Cidade | Percentual de Execução (Set/Out 2012) | Frentes de Trabalho em Destaque |
| Castelão | Fortaleza | 89% | Nivelamento do campo e início do plantio da grama. |
| Mineirão | Belo Horizonte | 78% | Início da montagem da membrana da cobertura. |
| Mané Garrincha | Brasília | 76% | Finalização da concretagem do anel de compressão da cobertura. |
| Fonte Nova | Salvador | 70% | Içamento dos cabos da cobertura. |
| Maracanã | Rio de Janeiro | 66% | Montagem da estrutura para içamento dos cabos da nova cobertura. |
| Arena Pernambuco | Grande Recife | 58% | Instalação do primeiro pilar metálico da cobertura. |
| Arena Corinthians | São Paulo | 51% | Içamento do primeiro módulo da estrutura metálica da cobertura leste. |
| Arena Pantanal | Cuiabá | 47% | Conclusão da arquibancada oeste e aumento de gruas. |
| Arena da Amazônia | Manaus | 45% | Montagem das estruturas de concreto dos camarotes. |
| Arena da Baixada | Curitiba | 45% | Foco em demolições, fundações e terraplanagem do gramado. |
| Beira-Rio | Porto Alegre | 38% | Remoção da marquise e preparação dos quadrantes da arquibancada inferior. |
| Arena das Dunas | Natal | 33% | Instalação das arquibancadas nos setores sul e oeste. |
O cenário de infraestrutura na época demonstrava a complexidade e os desafios logísticos para cumprir os prazos de entrega, que se intensificariam nos meses seguintes.



