Com investimento de R$ 500 milhões, a chinesa BYD deve anunciar nos próximos 90 dias a localização da futura planta no Brasil para sistemas de armazenamento de energia em baterias, conhecidos como BESS (Battery Energy Storage Systems).
A BYD avalia ampliar sua planta em Manaus (AM), onde já produz baterias para ônibus elétricos, para produzir esses sistemas de baterias, ou implantar uma nova unidade industrial em outra região do país.
A montadora chinesa tem se consolidado no mercado brasileiro com seus carros elétricos e híbridos, mas quer ir além com o BESS já que o sistema deve ganhar destaque para solucionar os cortes de geração que hoje são determinados pelo ONS às empresas geradoras de parques eólicos e solares. O BESS vem justamente armazenar a energia que não consegue ser injetada nas linhas de transmissão e liberá-la quando houver demanda.
Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD Brasil, afirmou que a companhia busca ampliar sua nacionalização industrial e reforçar sua presença na cadeia energética brasileira. “Estamos ampliando a nacionalização para que possamos realmente nos tornar uma fabricante brasileira. A bateria é mais um item, um componente importante”, disse Baldy à Reuters.
O executivo disse também que a montadora trabalha para elevar o conteúdo nacional dos veículos produzidos no Brasil para 50% até o início de 2027.
O movimento da BYD sinaliza que a chinesa quer ir muito do mercado automotivo. A empresa quer as baterias integradas às fontes de energias renováveis, e futuras aplicações em redes privadas de energia e ponto de recarga de veículos elétricos, que exigem alta disponibilidade de energia.



