Versão do ContextCapture ampliou de 30 para 100 gigapixels a capacidade de processamento de imagens e adicionou suporte a formatos utilizados em aplicações geoespaciais.
A Bentley Systems ampliou a capacidade do ContextCapture para geração e integração de modelos 3D de realidade em fluxos de trabalho BIM e geoespaciais, permitindo processar conjuntos maiores de imagens e utilizar malhas multirresolução em diferentes formatos.
Na versão apresentada pela companhia, o limite de imagens que poderiam ser processadas pelo software passou de 30 para 100 gigapixels, mais que triplicando a capacidade anterior.
O avanço tinha como objetivo facilitar a utilização de representações digitais de ambientes reais em projetos de engenharia, infraestrutura e aplicações GIS.
O que é captura da realidade?
A captura da realidade permite transformar informações obtidas do ambiente físico em representações digitais tridimensionais.
No caso do ContextCapture, conjuntos de fotografias podem ser processados para gerar malhas 3D que reproduzem as características geométricas e visuais de uma área, estrutura ou ativo existente.
Esses modelos podem posteriormente ser incorporados aos processos digitais utilizados por projetistas e engenheiros.
A tecnologia cria, dessa forma, uma ligação entre as condições encontradas no mundo físico e os ambientes digitais utilizados no desenvolvimento e acompanhamento de projetos.
Capacidade passou de 30 para 100 gigapixels
Uma das principais alterações daquela versão do ContextCapture foi o aumento da quantidade de imagens que poderiam ser processadas.
O limite passou de 30 gigapixels para 100 gigapixels.
Essa ampliação permitia trabalhar com levantamentos de maior escala e gerar modelos de realidade de áreas mais extensas ou com maior quantidade de informações visuais.
Para aplicações de infraestrutura, essa capacidade é particularmente relevante em levantamentos envolvendo grandes áreas territoriais e ativos lineares.
Malhas multirresolução facilitam grandes modelos 3D
Outra evolução estava no suporte às chamadas malhas multirresolução.
Essa estrutura permite trabalhar com diferentes níveis de detalhamento de um mesmo modelo, tornando mais eficiente a visualização de grandes conjuntos de dados tridimensionais.
A versão passou a oferecer suporte a formatos utilizados por outras plataformas, incluindo:
- Esri i3s;
- Google Earth KML;
- SpaceEyes3D;
- OSGB (OpenSceneGraph);
- LODTreeExport.
O formato 3MX, utilizado pelo próprio ContextCapture, também recebeu suporte para malhas multirresolução.
A interoperabilidade era importante para permitir que os modelos produzidos pela ferramenta fossem incorporados a diferentes ambientes de engenharia e geoprocessamento.
Captura da realidade aproxima BIM e GIS
Um dos aspectos mais relevantes da tecnologia era justamente sua integração com dois universos que tradicionalmente operavam com tipos diferentes de informação: BIM e GIS.
Enquanto os ambientes BIM concentram informações detalhadas sobre projetos e ativos de engenharia, os sistemas GIS trabalham principalmente com informações espaciais e territoriais.
A captura da realidade acrescentava uma terceira camada: uma representação tridimensional das condições efetivamente encontradas no local.
Segundo a Bentley, as malhas poderiam ser utilizadas tanto em fluxos baseados no ArcGIS, da Esri, quanto em aplicações de engenharia da própria empresa.
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Entre as plataformas mencionadas naquele lançamento estavam OpenRoads, AECOsim e OpenPlant, além dos ambientes de modelagem baseados em V8i.
Modelos 3D podem contextualizar projetos de infraestrutura
A possibilidade de incorporar a condição existente ao ambiente digital cria aplicações especialmente relevantes para projetos de infraestrutura.
Um modelo de realidade pode fornecer contexto para atividades como planejamento, projeto e análise de intervenções em áreas já construídas.
Em vez de trabalhar exclusivamente com desenhos ou levantamentos isolados, equipes podem visualizar digitalmente as características do ambiente no qual uma nova infraestrutura será implantada.
Isso amplia a conexão entre levantamento, geoprocessamento e modelagem de engenharia.
Evolução da captura da realidade antecipava integração digital da engenharia
O desenvolvimento do ContextCapture registrava uma etapa importante da digitalização dos processos de engenharia.
A ampliação da capacidade de processamento e a compatibilidade com diferentes formatos buscavam permitir que modelos tridimensionais de ambientes existentes fossem incorporados de maneira mais direta aos sistemas utilizados por projetistas e profissionais GIS.
A convergência entre captura da realidade, BIM e GIS passou a criar novas possibilidades para representar tanto o projeto quanto seu contexto físico.
Essa integração se tornaria uma das bases para aplicações cada vez mais avançadas de modelagem da infraestrutura e representação digital de ativos físicos.



