Cisternas no sertão do Ceará: Transformação social e água limpa em Canindé

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A construção de cisternas está promovendo uma revolução silenciosa na vida dos agricultores do sertão cearense. Em cidades como Canindé, o programa não apenas garante o acesso à água farta e limpa, mas também atua como um motor de geração de emprego e renda para a comunidade local.

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Tecnologia Social: Como Funciona a Cisterna de Placa

Para o aposentado Pedro Almeida, ter água no quintal é uma novidade que encerrou décadas de dependência de rios distantes. A tecnologia é simples e eficiente:

  • Captação: A água da chuva que cai no telhado é levada por bicas e canos até o reservatório.
  • Armazenamento: Cada cisterna tem capacidade para 16 mil litros, volume suficiente para uma família de quatro pessoas atravessar todo o período de estiagem.
  • Uso Nobre: A água armazenada é destinada exclusivamente para beber e cozinhar, garantindo a saúde da família.

Além da Água: Geração de Emprego e Renda

O impacto do programa vai além do abastecimento. A parceria entre o Governo Federal, municípios e o Instituto Vida Melhor criou um ciclo econômico virtuoso em Canindé:

  1. Capacitação de Jovens: Cerca de 20 jovens da região foram treinados para gerir depósitos e revender materiais de construção para os reservatórios.
  2. Oportunidade para Pedreiros: A mão de obra local é priorizada, gerando renda direta para profissionais da região.
  3. Engajamento Comunitário: O sistema de mutirão, onde o próprio morador ajuda na construção, fortalece o sentimento de pertencimento e cuidado com o equipamento.

“Estamos tendo uma grande aula de empreendedorismo com o apoio do Instituto Vida Melhor”, afirma a estudante Luziana Rodrigues, uma das jovens beneficiadas pelo projeto.


Metas para o Futuro

Com cerca de 300 unidades já entregues em Canindé, o trabalho continua. O Instituto Vida Melhor planeja construir mais 450 cisternas ainda este ano, consolidando a segurança hídrica e social de centenas de famílias que dependem do semiárido.


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