O Escritório de Parcerias Estratégicas (EPE) do Governo do Estado do Mato Grosso do Sul montou um grupo de trabalho para a elaboração de um estudo técnico sobre o melhor modelo de repassar à gestão do setor privado as estradas MS-377 (Água Clara e Inocência) e MS-240 (Inocência a Paranaíba).
As duas rodovias ficam no chamado Vale da Celulose, região que abrange diversos municípios que possuem empreendimentos ligados ao setor florestal e à produção de celulose.
A forte presença da indústria na região fez com que as duas rodovias passassem a ter um tráfego mais intenso e pesado. A MS-377, por exemplo, é utilizada pela Suzano para levar a celulose produzida em sua unidade de Ribas do Rio Pardo.
A futura fábrica da Arauco, em construção e prazo de conclusão no final de 2027, em Inocência, já traz reflexos também às estradas da região.
O projeto envolve cerca de 200 km de rodovias que precisam de reparos e permanente conservação. A MS-377 e MS-240 conectam o Estado a Minas Gerais.
A Concessionária Caminhos da Celulose – consórcio liderado pela XP e composto ainda pelas construtoras CLD, Caiapó, Ética, Distribuidora Brasileira de Asfalto, Conter e Conster – já administra 870 km de rodovias estaduais e federais, na mesma região do Mato Grosso do Sul.
O sistema rodoviário envolve a BR-262 (Campo Grande-Três Lagoas), a MS-040, MS-338 e MS-395 (Campo Grande-Bataguaçu) e a BR-267 (Nova Alvorada do Sul-Bataguaçu). As rodovias fazem a conexão do Mato Grosso do Sul com São Paulo.



