Consórcio de Furnas, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Cemig vence leilão da usina de Santo Antonio

SÃO PAULO – O consórcio Madeira Energia venceu o leilão da usina hidrelétrica de Santo Antonio, a primeira do complexo do Rio Madeira. O grupo ofereceu a menor tarifa média pela energia a ser gerada, de R$ 78,87 por megawatt/hora, o que corresponde a um deságio de 35% perante o teto de R$ 122 por MWh. Um total de 70% da energia será destinada às distribuidoras no Ambiente de Contratação Regulada (ACR).

O Madeira Energia é formado por Furnas (39%), Andrade Gutierrez Participações (12,4%), Odebrecht Investimentos em Infra-estrutura (17,6%), Cemig (10%), Construtora Norberto Odebrecht (1%), e o Fundo de Investimentos e Participações Amazônia Energia (dos bancos Banif e Santander), com 20%.

Esse grupo venceu assim os outros dois consórcios habilitados a participar da licitação: Energia Sustentável do Brasil (Suez Energy e Eletrosul) e Consórcio de Empresas de Investimentos Santo Antonio (CEISA) (Chesf, CPFL Energia, Endesa Brasil e Camargo Correa Investimentos em Infra-estrutura).

A usina Santo Antônio terá capacidade instalada de 3.150 megawatts, com fornecimento previsto a partir de 2012. O valor do investimento para a construção do empreendimento foi definido em R$ 9,5 bilhões (75% financiados pelo BNDES), com data de referência de dezembro de 2006.

O leilão foi realizado em ambiente fechado, no qual os representantes de cada grupo ficaram isolados em salas, dando os lances em um sistema fechado de computadores. O processo, previsto para começar às 10h, só teve início às 12h40, por conta de protestos de manifestantes contrários à licitação.

A Aneel investiu R$ 1,4 milhão na estrutura do leilão, que inclui 30 computadores e no breaks e 32 câmeras de segurança – para garantir o isolamento dos participantes. Segundo a agência, até os vidros das salas onde ficaram os representantes dos consórcios foram cobertos com insulfilme, para impedir a visão do exterior. Aparelhos como celulares e notebooks foram recolhidos na entrada. Esses custos serão rateados entre os três consórcios e as empresas que comprarão a energia a ser gerada pela usina.

Fonte: Estadão

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *