DRM-RJ avança no mapeamento de áreas de risco em 18 municípios fluminenses

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O Serviço Geológico do Estado do Rio de Janeiro (DRM-RJ) iniciou uma fase crucial do mapeamento de riscos iminentes a deslizamentos de encostas. O trabalho agora abrange 18 cidades das regiões Centro-Sul, Serrana e Médio Paraíba, consolidando uma estratégia de prevenção robusta após as trágicas chuvas de 2011.

Expansão do Mapeamento e Cidades Críticas

O programa, iniciado em 2010, tem como meta cobrir todo o território fluminense. Neste novo bloco, municípios como Sapucaia, Três Rios, Santa Maria Madalena e Trajano de Moraes são priorizados devido ao histórico geológico crítico.

Cronograma e Metas:

  • Setembro: Apresentação dos resultados de 18 cidades das regiões Norte e Noroeste.
  • Dezembro: Meta de atingir 67 municípios mapeados no acumulado do estado.
  • 2013: Conclusão dos 25 municípios restantes na região litorânea (considerados de menor risco).

Metodologia: O Papel das Oficinas Técnicas e Sobrevoos

A eficácia do DRM-RJ baseia-se na integração entre o conhecimento técnico e a experiência da população local. Em Sapucaia, por exemplo, oficinas com a Defesa Civil e moradores já identificaram 39 pontos de risco iminente.

O processo de validação inclui:

  1. Trabalho de Campo: Geólogos analisam a estabilidade das encostas in loco.
  2. Sobrevoos Técnicos: Confirmam se as indicações dos moradores configuram risco iminente ou se o polígono de ameaça precisa ser ajustado.

Cartas Geotécnicas: O Futuro da Aptidão Urbana

Após a identificação do risco iminente, o DRM-RJ evolui para a criação das Cartas Geotécnicas de Aptidão Urbana. Este documento é fundamental para orientar as prefeituras no uso seguro do solo e na revisão de seus Planos Diretores.

Municípios Prioritários para Cartas Geotécnicas:

  • Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo.
  • Niterói, São Gonçalo e Barra Mansa.
  • Mangaratiba e Angra dos Reis.

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“A carta geotécnica é uma evolução; ela subsidia a política de habitação e impede que a expansão urbana continue ocorrendo em áreas sem aptidão”, explica Flavio Erthal, presidente do DRM-RJ.


Desafio: Expansão Urbana e Gestão do Solo

O presidente do órgão alerta que, apesar das tragédias passadas, a ocupação desordenada persiste. O trabalho técnico divide-se em duas frentes urgentes:

  1. Ação Imediata: Retirada de famílias de áreas com risco de deslizamento.
  2. Prevenção de Longo Prazo: Exigência legal de laudos geotécnicos prévios para novos loteamentos, garantindo que o crescimento das cidades ocorra de forma segura e planejada.

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