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1 de março de 2021

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Em obras, macroadutora de Chapecozinho em SC tem investimento de R$ 195 mi

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A Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) deu início em dezembro às obras do chamado Projeto Chapecozinho, realizada no município de Chapecó. Com investimento de R$ 195,7 milhões, trata-se da maior obra de sistema de abastecimento de água em Santa Catarina.

O projeto envolve uma macroadutora de 58 km (chamada Nova Adutora do Oeste), que transportará água bruta do Rio Chapecozinho, beneficiando os municípios de Chapecó, Xaxim, Xanxerê e Cordilheira Alta.

A previsão de conclusão da obra é de três anos, quando o sistema estará apto a captar, tratar e distribuir 1,2 mil l/s de água.

De acordo com a companhia de saneamento, há dificuldades de captação de água na região, onde os mananciais são vulneráveis às estiagens e secas recorrentes no oeste catarinense. Por isso, a importância do empreendimento.

A tubulação da adutora terá 1 m de diâmetro por 20 km e 0,9 m de diâmetro em 38 km. O projeto envolve a construção de unidade de captação de água no Rio Chapecozinho, estação de tratamento de água e dois reservatórios, sendo um em Xanxerê e outro em Xaxim.

Obras ampliam maior ETE de Santa Catarina

Estão sendo iniciadas neste primeiro semestre de 2021 as obras para ampliação da maior estação de tratamento de esgoto de Santa Catarina, a ETE Insular, na capital do Estado.  

No valor de R$ 144,8 milhões, a obra representa o maior investimento de recursos em um empreendimento de esgotamento sanitário na história da Casan. Com esse projeto, a cobertura em coleta e tratamento chegará a 72% em Florianópolis.

Com financiamento da Agência Japonesa de Cooperação (JICA), os recursos vão beneficiar 12 bairros e cerca de 225 mil moradores. Localizada na entrada da Ilha de Santa Catarina e em operação desde 1999, a ETE Insular será totalmente modernizada e terá sua capacidade de tratamento duplicada, passando de 296 l/s para 612 l/s.

“As obras elevarão a capacidade e a qualidade do tratamento. Será uma unidade modelo para o Estado e para o Brasil”, destaca a presidente da Casan, Roberta Maas dos Anjos.

Casan dá início à obra do Sistema de Esgoto Saco Grande/João Paulo

Aguardada há anos, a obra de implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) Saco Grande/João Paulo, em Florianópolis, iniciou suas atividades. Entre as ações iniciais estão coletas amostras de água e de sedimentos no manguezal do Saco Grande e nos rios Pau do Barco e Vadik, no bairro Monte Verde.

A análise da água dos mananciais, parte do Programa de Monitoramento da Qualidade das Águas e Sedimentos da região, será realizada de três em três meses durante a implantação do sistema de esgoto.

A coleta é um dos requisitos da licença ambiental concedida pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA). 

Atualmente, os Rios Pau do Barco e Vadik recebem contribuição irregular de esgoto de imóveis da região, sem tratamento algum. Com a ampliação da estação de tratamento de esgoto e da rede coletora, os técnicos estimam a melhora na qualidade da água dos rios, com reflexos na saúde e na qualidade de vida dos moradores da região. 

A descontaminação dos rios também é de grande importância ecológica, pois ambos deságuam no manguezal do Saco Grande, área pertencente à Estação Ecológica Carijós, unidade de conservação de proteção integral, rica em biodiversidade.

O SES Saco Grande/João Paulo prevê a implantação de 57 mil m de redes coletoras nos bairros Saco Grande, João Paulo e Monte Verde, além de uma Estação de Tratamento de Esgotos com capacidade de 85 l/s em nível terciário.

O novo sistema também permitirá que entrem em operação 12.862 m de redes de coleta e 811 ligações domiciliares implantadas na década passada na região de Cacupé, Sambaqui e Santo Antônio de Lisboa. No valor de R$ 103,7 milhões, a obra da Casan que será executada pela construtora Itajuí está sendo financiada pela Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA).

“Com esse projeto seguimos no cumprimento de mais uma meta do Plano de Saneamento de Florianópolis, um investimento para os moradores e também para a população de veraneio, com 27% de contrapartida em recursos da própria empresa”, ressalta o diretor de Operação e Expansão da Casan, Fábio Krieger.

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