Setor produtivo brasileiro na COP26: O compromisso com a meta de 1,5ºC

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Em um movimento estratégico durante a COP26 em Glasgow, um grupo de empresas brasileiras de diversos setores formalizou um compromisso ambicioso com a agenda climática global. Através do documento “Propostas e Recomendações Empresariais para a NDC Brasileira”, as companhias se uniram para pressionar e colaborar com metas que evitem o chamado “ponto de não-retorno” do clima.

O Ecossistema de Atuação Climática

Organizado pelo Instituto Ethos, o documento não é apenas uma declaração de intenções, mas a base para um ecossistema dinâmico de sustentabilidade. As empresas signatárias buscam transformar a qualidade de vida e a eficiência energética em ativos competitivos para o Brasil.

Empresas Signatárias de Destaque:

  • Aché, Natura &Co e JLL.
  • OEC, SPIC Brasil e Synergia Consultoria.
  • Green4T, Ambiensys, ICTS e Servmar.

Metas Estratégicas: Rumo ao Net Zero 2030

O compromisso estabelecido foca em transparência e resultados mensuráveis. As signatárias assumiram a responsabilidade de:

  1. Medição e Redução: Monitoramento rigoroso das emissões de gases de efeito estufa (GEE).
  2. Eficiência Energética: Otimização de processos para reduzir o consumo de recursos.
  3. Net Zero até 2030: A meta arrojada de zerar emissões líquidas em menos de uma década.
  4. Transparência: Divulgação anual obrigatória de relatórios de desempenho climático.

O Novo Paradigma da Engenharia e Infraestrutura

A descarbonização deixou de ser um item acessório para se tornar o núcleo de novos projetos de infraestrutura. Segundo Cauê Borges Maia, responsável por Meio Ambiente na OEC, o setor de engenharia está sendo redirecionado por essa prioridade.

Leia também: Tecnologia e engenharia na gestão do maior projeto de infraestrutura hídrica do país

“O setor produtivo só tem a ganhar ao se tornar referência em descarbonização. Os projetos de engenharia exigem, a cada dia, maior prioridade para o bom desempenho das emissões”, afirma Maia.

Essa transição demonstra que a sustentabilidade se tornou um fator determinante para a atração de investimentos e viabilidade de grandes obras no cenário internacional.


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