A energia eólica passou por uma transformação significativa no Brasil na última década. Se no início dos anos 2010 representava uma parcela modesta da matriz elétrica nacional, hoje ocupa posição estratégica na geração de energia renovável, impulsionada pela construção de grandes complexos eólicos principalmente nas regiões Nordeste e Sul.
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Projetos como o Complexo Santa Clara, no Rio Grande do Norte, marcaram essa nova fase ao consolidar empreendimentos desenvolvidos integralmente por empresas brasileiras e contribuir para o crescimento da geração limpa no país.
Complexo Santa Clara marcou uma nova fase da energia eólica
Inaugurado em 2012, o Complexo Santa Clara, desenvolvido pela CPFL Renováveis, foi um dos primeiros empreendimentos da companhia planejado, construído e operado pela própria empresa.
O complexo reúne sete parques eólicos:
- Santa Clara I
- Santa Clara II
- Santa Clara III
- Santa Clara IV
- Santa Clara V
- Santa Clara VI
- Eurus
Juntos, somam aproximadamente 188 MW de capacidade instalada, contribuindo para ampliar a participação da energia dos ventos na matriz elétrica brasileira.
Construção de parques eólicos exige engenharia especializada
A implantação de um parque eólico envolve desafios técnicos muito além da instalação dos aerogeradores.
Entre as principais etapas estão:
- estudos de vento e potencial energético;
- construção de acessos internos;
- execução das fundações;
- implantação das bases dos aerogeradores;
- montagem das torres;
- içamento das pás e naceles;
- instalação das redes elétricas de média tensão;
- conexão ao sistema de transmissão.
Outro fator importante é que cada parque possui características específicas relacionadas ao relevo, intensidade e direção predominante dos ventos, exigindo soluções de engenharia adaptadas às condições locais.
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Complexos Atlântica e Macacos ampliaram os investimentos
Na sequência do Complexo Santa Clara, a CPFL Renováveis desenvolveu novos empreendimentos importantes.
O Complexo Atlântica, no Rio Grande do Sul, foi projetado para reunir quatro parques eólicos com capacidade instalada de aproximadamente 120 MW, utilizando aerogeradores de grande porte.
Já o Complexo Macacos I, localizado no Rio Grande do Norte, foi concebido para operar quatro parques eólicos com capacidade próxima de 78 MW, reforçando a expansão da geração renovável na região Nordeste.
Esses projetos contribuíram para consolidar a energia eólica como uma das principais apostas do setor elétrico brasileiro.
A evolução da energia eólica no Brasil
Quando os primeiros grandes complexos começaram a entrar em operação, a energia eólica representava menos de 1% da matriz elétrica nacional.
Desde então, o cenário mudou significativamente.
Impulsionado por leilões de energia, avanços tecnológicos e redução dos custos de geração, o Brasil tornou-se um dos maiores produtores mundiais de energia eólica, com forte concentração de parques nos estados do Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Sul.
Além da geração em terra (onshore), o país também estuda projetos de energia eólica offshore, ampliando ainda mais o potencial de crescimento da fonte.
Engenharia e inovação impulsionam a transição energética
O avanço da energia eólica demonstra como a engenharia tem papel decisivo na transição para uma matriz elétrica mais limpa.
A evolução dos aerogeradores, o desenvolvimento de novas técnicas construtivas e a melhoria da infraestrutura de transmissão permitiram aumentar a eficiência dos parques eólicos e reduzir o custo da geração.
Hoje, a energia dos ventos é considerada uma das principais fontes renováveis do Brasil e desempenha papel estratégico para garantir segurança energética, reduzir emissões de carbono e apoiar o crescimento sustentável do país.



