Como proponente única, a Equatorial, por meio da subsidiária Gerais Saneamento, ofereceu mais do que o preço mínimo estabelecido pelo edital de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) para ter participação acionária estratégica na empresa.
Com isso, estabelece-se a viabilidade da oferta pública de ações da Copasa na bolsa, para deixa-la de ter o controle estatal.
A Equatorial considerou adquirir 30% do capital da Copasa, demonstrando interesse de obter mais 12,6% das ações da empresa.
O processo de privatização tem um modelo semelhante ao feito na Sabesb em 2024, quando também se buscou um sócio de referência. No caso da companhia paulista de saneamento, a própria Equatorial acabou se tornando a investidora de referência com 15% de participação.
A busca de um sócio de referência tem sido uma solução de concessão para dar segurança ao mercado sobre o valor da empresa e venda das ações de controle estatal.
A partir desta sexta-feira (5), interessados poderão solicitar a compra de ações da Copasa às instituições financeiras credenciadas. A demanda dos interessados determinará o valor da ação que será feita a liquidação financeira na bolsa. Vendidos os papeis na bolsa com o preço determinado, cria-se uma nova estrutura acionária, mudando o controle da empresa até então existente – no caso, o controle estatal.
Os negócios de saneamento da Equatorial incluem ainda a gestão da Companhia de Saneamento do Amapá junto com a SAM Ambiental, do grupo Aterpa.
Além disso, o grupo Equatorial opera 7 concessionárias de energia nos estados do Maranhão, Pará, Piauí, Alagoas, Rio Grande do Sul, Amapá e Goiás, atendendo mais de 14 milhões de consumidores.
Em 2022, a Equatorial adquiriu a Echoenergia, que desenvolve, implementa e opera projetos de geração de energia limpa. A Equatorial possui ainda controle acionário da Enova, empresa de geração distribuída de energia solar com atuação no Nordeste do Brasil.



