Estação Morumbi vence vãos de 18 m

A estação Morumbi vai permitir a integração do metrô da capital paulista com a Linha 9–Esmeralda da CPTM. A estação é ponto da linha 17-Ouro em monotrilho, que se encontra em construção e tem início no Aeroporto de Congonhas.

Para integrar as duas estações, foi necessário a ampliação da plataforma do trem da CPTM. A nova estação terá piso tátil, quatro elevadores, oito escadas rolantes, cinco escadas fixas e dois bloqueios especiais.

O movimento esperado da estação, com 8,6 mil m² de área construída, é estimado em 41 mil passageiros por dia. A obra está prevista para ser entregue até o início de 2020. Planejada para ter
total acessibilidade, esta estação contará ainda com plataformas laterais de 60 m cada, além de ventilação e iluminação natural, sistema de captação de água da chuva, que vai servir para limpeza
das calçadas e irrigação dos jardins.

A principal dificuldade da obra é encontrar maneiras de oferecer apoio para o escoramento da estrutura, já que o terreno possuía diversas limitações de espaço e capacidade de carga.

A Camargo Correa, construtora responsável pela obra, buscou a Ulma Construction como parceiro para o desenvolvimento dos sistemas de fôrmas, escoramentos e andaimes de acesso.

O sistema de treliças MK foram importantes para solucionar o escoramento da estrutura da estação, pois o terreno não proporcionava o suporte necessário para a fundação.

As treliças venceram vãos de até 18 m, sendo 6 m em balanço sobre o rio.

O sistema de Treliças MK foi utilizado para executar uma estrutura em balanço, que teve a necessidade de se construir como parte integrante da estação Morumbi. Uma parte desse corpo fica em balanço sobre o Rio Pinheiros. Com isso, foi desenvolvida uma solução de engenharia que conseguisse montar o cimbramento para sustentar esse corpo da estação no trecho em balanço.

Os painéis Comain utilizados para fôrma da estrutura, principalmente dos pilares e vigas travessas, foram aplicados por permitir adaptar-se às diversas geometrias da obra.

A estrutura tem também bastante variação e as fôrmas foram aplicadas de acordo com a modulação de cada geometria.

A Camargo Correa utilizou a fôrma Enkoform para a construção das lajes da estação.

Trata-se de um sistema bem flexível, que permite a execução de lajes com qualidade de acabamento do concreto.

Já os pilares e vigas com geometrias variáveis e alturas de até 4 m foram solucionados com a fôrma Comain, ideal para este tipo de serviço, devido a sua leveza e versatilidade.

Os acessos dos trabalhadores entre canteiro e escritório da obra também exigiram atenção especial, por estarem em lados distintos da Marginal Pinheiros, região com grande incidência de ventos.

A solução foi definida com o sistema MK através de uma passarela de 40 m de vão livre, apoiada em torres MK, que em conjunto com as escadas de acesso BRIO, proporcionaram passagem segura a todos os locais da obra.

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