A escassez de crédito que atingiu o Brasil no final de 2008, em consequência da crise financeira mundial, acelerou os investimentos do recém-criado Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS) em projetos de infraestrutura.
Em pouco menos de um ano, entre junho de 2008 e maio do ano seguinte, foram desembolsados R$ 11,4 bilhões para obras de infraestrutura, sendo 58,5% dos recursos destinados ao setor de energia elétrica.
Outros R$ 4,1 bilhões estavam previstos para projetos
Além dos recursos já desembolsados, outros R$ 4,1 bilhões poderiam ser destinados a projetos que já haviam sido aprovados, mas ainda aguardavam formalização.
“Tivemos grande procura dos empresários e ainda estamos recebendo muitos projetos para analisar”, afirmou, na ocasião, o vice-presidente de Ativos de Terceiros da Caixa Econômica Federal, Bolivar Tarragó Moura Neto.
A Caixa Econômica Federal era responsável pela gestão do fundo.
Com R$ 15,5 bilhões em aplicações financeiras, o FI-FGTS já se aproximava do teto de investimentos estabelecido para o fundo, de R$ 17 bilhões.
Diante do ritmo das operações, Moura Neto admitiu a possibilidade de o governo alterar a legislação para ampliar a capacidade de investimento do FI-FGTS.
Fundo foi criado para financiar infraestrutura
O FI-FGTS foi criado em janeiro de 2007, por medida provisória, como uma das iniciativas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Seu objetivo era direcionar recursos para o financiamento de projetos de infraestrutura, criando uma fonte adicional de capital para empreendimentos estratégicos.
O aumento dos desembolsos durante a crise financeira de 2008 evidenciou a participação do fundo no financiamento de obras em um momento marcado pela redução da disponibilidade de crédito no mercado.
O setor de energia elétrica teve destaque nesse movimento, concentrando mais da metade dos recursos desembolsados no período citado pela matéria.
Fonte: Estadão





