A agenda de infraestrutura para o próximo ciclo econômico prevê o aporte de R$ 180 bilhões, com foco em destravar gargalos logísticos históricos e ampliar a participação da iniciativa privada. Entre as prioridades da nova equipe econômica está a desestatização das Companhias Docas, visando aumentar a eficiência da gestão portuária nacional e reduzir custos operacionais.
Além das privatizações, o governo planeja a retomada e aceleração de projetos de alta relevância para o escoamento da produção agrícola e industrial, integrando o Centro-Oeste aos portos do Arco Norte e do Sudeste.
Eixos Ferroviários e Rodoviários em Pauta
Os projetos que devem ganhar tração incluem modais de transporte de massa para commodities:
- Ferrogrão: A ferrovia estratégica ligando Sinop (MT) ao porto fluvial de Miritituba (PA), no Rio Tapajós.
- FICO (Ferrovia de Integração do Centro-Oeste): Essencial para a conectividade da região produtora.
- BR-163 e BR-319: Rodovias fundamentais para a logística transamazônica e o escoamento para o Norte.
O Desafio da Eficiência Logística
Apesar do montante de R$ 180 bilhões ser expressivo, especialistas do setor alertam que os valores necessários para dar plena eficiência à infraestrutura nacional e destravar a economia de forma sustentável podem ser ainda maiores. O desafio reside não apenas no aporte financeiro, mas na segurança jurídica e na agilidade dos licenciamentos ambientais para que as obras saiam do papel no cronograma previsto.
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Projetos Prioritários no Planejamento de Infraestrutura
| Projeto / Modal | Localização / Trecho | Objetivo Principal |
| Companhias Docas | Portos Nacionais | Privatização e eficiência portuária |
| Ferrogrão | Sinop (MT) – Miritituba (PA) | Escoamento de grãos via Tapajós |
| FICO | Centro-Oeste | Integração ferroviária regional |
| BR-163 | Centro-Oeste ao Norte | Pavimentação e manutenção de eixo logístico |
| BR-319 | Porto Velho (RO) – Manaus (AM) | Conectividade terrestre na Amazônia |





