O Leilão de Transmissão realizado pela ANEEL na sede da BM&FBOVESPA (atual B3) consolidou uma vitória para a modicidade tarifária no Brasil. Com a participação ativa de empresas estatais e gigantes internacionais, o certame registrou um deságio médio de 38,38%, reduzindo significativamente a Receita Anual Permitida (RAP) paga pelos consumidores.
1. Números do Leilão: Economia e Investimentos
A disputa agressiva entre os proponentes resultou em uma economia direta na prestação do serviço público de transmissão:
- Receita Anual Permitida (RAP): O valor caiu de um teto inicial de R$ 363,9 milhões para R$ 224,2 milhões.
- Investimento Estimado: R$ 2,9 bilhões em obras de infraestrutura.
- Geração de Empregos: Estimativa de 11,6 mil postos de trabalho diretos.
- Infraestrutura: Construção de 1.709 km de linhas de transmissão e sete subestações.
2. Destaques dos Lotes e Vencedores
O leilão foi marcado pela forte parceria entre o capital brasileiro e o chinês, além da presença das subsidiárias da Eletrobras.
| Lote | Vencedor | Deságio | Estados Abrangidos |
| A | Consórcio Sino-copeliano (Copel + State Grid) | 43,00% | MG, GO, MT |
| B | Consórcio Guaraciaba (Copel + State Grid) | 36,96% | MG, RJ |
| C | Eletronorte | – | AM |
| D | CHESF | – | BA |
| E | Furnas | 2,00% | RJ |
O diretor-geral da ANEEL à época, Nelson Hubner, destacou que a alta competitividade foi impulsionada pela necessidade de escoamento das usinas da região Norte, exigindo uma ampliação robusta da malha nacional.
3. Prazos e Impacto Regional
Os empreendimentos leiloados abrangem estados estratégicos: Amazonas, Bahia, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
- Prazos de Execução: Entre 18 e 32 meses para conclusão das obras.
- Período de Concessão: 30 anos (vigentes até meados de 2042).
A interligação desses sistemas é vital para a estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN), permitindo que a energia gerada em bacias distantes chegue aos grandes centros de carga com maior eficiência e menor custo para o consumidor final.




