A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) recebeu cinco propostas para a elaboração do projeto de engenharia e estudos da futura Linha 21-Vinho. Com trajeto previsto para cruzar São Caetano do Sul e São Bernardo do Campo, o trecho foi planejado para integrar a zona leste paulistana ao município de Diadema. As ofertas para o contrato variam de R$14,6 milhões a R$23,82 milhões.
Com 23 km e 21 estações previstas nesta etapa de planejamento, a Linha 21-Vinho poderá transportar cerca de 740 mil passageiros nos dias úteis. A linha deverá permitir conexões com trajetos ainda em fase final de construção, como as linhas 14-Ônix, 15-Prata, 16-Violeta, 20-Rosa e a 10-Turquesa. A área de influência reúne aproximadamente 550 mil moradores e 226 mil postos de trabalho.
Entre os concorrentes, o Consórcio Funcional Linha 21-Vinho, formado por Tylin, Systra e Prime Engenharia, apresentou o menor valor, de R$14,6 milhões. O Consórcio Setec – Geocompany – Walm – Engecorps, apresentou R$15,18 milhões, e a Egis, R$15,95 milhões. As propostas de maior valor são do Consórcio Sener – Logit – JGP, de R$23,51 milhões, e do Consórcio Projetista Linha 21-Vinho, de R$23,82 milhões. Outras três concorrentes foram desclassificadas por falta de documentos obrigatórios.
O processo licitatório corresponde a uma etapa anterior à contratação das obras e deverá fornecer os elementos técnicos para o avanço do empreendimento, incluindo uma primeira definição do traçado, que ainda poderá sofrer alterações.
O Metrô indica que o tempo de deslocamento entre Diadema e o Itaim Bibi, na zona oeste, cairá de 1h28 para 31 minutos, considerando o uso da nova linha e a transferência para a Linha 20-Rosa. Além disso, o percurso de Diadema a São Caetano do Sul passará de 40 para 17 minutos.
A próxima etapa é a conclusão da avaliação das propostas e documentos dos cinco concorrentes. A divulgação do resultado da licitação está prevista para 6 de outubro de 2026, abrindo prazo para eventuais recursos.






